O massacre dos pássaros no Sertão

A-B-S-U-R-D-O! Olhem para a foto acima, e vejam só que cena triste. Além de terem sido retirados da natureza, de onde jamais deveriam ter saído, esses pássaros foram vítimas de maus tratos. Morreram. Ou seja,  um massacre. Geralmente os traficantes de aves silvestres enjaulam os bichinhos de qualquer jeito, colocam-nos em gaiolas mínimas e até os escondem na mala do carro, sob forte calor, para driblar a fiscalização.

E o que vocês estão vendo é esse resultado. Aves mortas. De calor, de sede, de fome. Um quadro revoltante. No último sábado, a Polícia Rodoviária Federal havia apreendido com dois homens – pai e filho – 298 pássaros de diversas espécies, na BR-232, em Sertânia, a 316 quilômetros do Recife. As aves foram compradas em Custódia – também no Sertão – e seriam vendidas em uma feira popular, em Garanhuns, a 230 quilômetros  do Recife. Ou seja, tráfico mesmo, de aves silvestres.

Apreendidos no tráfico, 21 de 298 pássaros morreram devido à má qualidade do transporte do Sertão ao Agreste.

O flagrante ocorreu em uma blitz feita pela PRF.  Ao abrir o porta malas do carro em que a dupla viajava, foram encontradas oito gaiolas, superlotadas de pássaros. Os nomes dos dois infratores não foram fornecidos. Foi lavrado termo circunstanciado de ocorrência por crime ambiental.  Em fevereiro, o pai já havia sido flagrado em Feira de Santana (BA), com carregamento de 200 aves silvestres.  Capturar, manter em cativeiro e comercializar animais silvestres é crime.

Os  pássaros foram enviados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), unidade da Agência Estadual de Meio Ambiente (Cprh).  Entre as espécies apreendidas, há 243 azulões (Cyanoloxia brissonii), 24 trinca-ferros (Saltator similis) e 31 bigodes (Sporophila lineola).  E o pior e mais triste: 21 aves morreram devido à péssima qualidade do transporte clandestino.  Traficante de animais silvestres não têm nenhum amor aos bichos. Caçam, compram, revendem, transportando-os como se fossem pedras. Sem cuidado nenhum. Os animais sobreviventes estão sob os cuidados de veterinários e biólogos do Cetas. De acordo com o gestor do Cetas Tangara, Yuri Valença, quando os animais estiverem reabilitados serão devolvidos à natureza e tomaram que dela nunca mais saiam.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos e vídeo: Cprh e PRF/ Divulgação.

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