Hidroterapia, eletroterapia, laser e ultrassom para recuperar preguiça

Trelosa, a preguiça Laura caiu do alto de uma árvore, quebrou o braço, passou por cirurgia e vinha se recuperando com a ajuda de hidroterapia, no Parque Estadual de Dois Irmãos, no Recife. Porém, o bichinho enfrenta uma pequena redução no osso lesionado (úmero), e por isso ganha novos tratamentos, que incluem  até o uso de ultrassom e laser, tão disseminados em clínicas de fisioterapia para humanos.

Laura é assistida por veterinários, biólogos e técnicos do Projeto Preguiça Garganta Marrom, que funciona no interior do Pedi e que tem por objetivo atender animais da espécie que se perdem ou sofrem acidentes. O animal agora passa por sessões de eletroterapia na parte muscular para melhorar seu processo de recuperação. E faz exercícios com carga para a consolidação óssea. Conta ainda com terapias com ultrassom e laser.

Laura caiu, quebrou o braço, passou por cirurgia, faz hidroterapia e agora ganha tratamento a laser e ultrassom.

Laura foi resgatada ainda em dezembro, com o braço quebrado na área da Unidade de Conservação, segundo informa a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas-PE),que é gestora do Pedi. A pequena passou por cirurgia e vem lutando para recuperar seus movimentos e retornar à natureza. “Apostamos inicialmente na hidroterapia para fortalecer os membros e melhorar os movimentos dela, pois essa espécie se dá muito bem com a água”, comenta Fernanda Justino, bióloga do Pedi e coordenadora do Projeto. “Agora, esperamos uma resposta ainda melhor com o acompanhamento de um especialista e a inclusão de novos tratamentos”, completa.

O especialista convidado para acompanhar o caso é o veterinário e fisioterapeuta Moisés Ferreira. Ele conta que, pelo raio-x, verificou-se a existência de uma pequena redução do comprimento do osso úmero, apesar do cotovelo do animal estar livre do implante metálico colocado na cirurgia. Esse encurtamento do osso estaria causando rigidez na articulação e dificultando a movimentação do ombro do animal. Com a inclusão das novas terapias, Ferreira acredita que será possível conseguir uma melhor resposta muscular e uma evolução no processo de cicatrização.

“Estamos usando o ultrassom e o laser para reverter a lesão, além dos exercícios de mobilização na água e de escalada com o animal levando um pequeno peso ao subir na tela.”, diz ele. “Já percebo um avanço significativo no ombro, principalmente quando ela nada”, acrescenta.Todos os esforços estão sendo feitos para a plena reabilitação de Laura. Mas, o processo é lento e não há data certa para que ela possa voltar à natureza. A pequena também não tem firmeza suficiente nos braços para pendurar em árvores, como as outras preguiças. Por isso, ela fica num espaço separado, onde pode ser acompanhada de perto e receber os cuidados dos biólogos e veterinários do Parque de Dois Irmãos.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecifeTexto
Fotos: Lu Rocha/Semas-PE

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