As últimas que resistiam…

O atentado estético a nossas praças, parques e jardins está em pleno vigor. Tudo por conta da troca de luminárias originais, por  iluminação de LED, através desses monstrengos de ferro que vocês observam aí na foto abaixo. O que impressiona é que nem vereador, nem Ministério Público, nem urbanistas se pronunciam. Economia nas contas de luz é bom, claro. Mas a mudança precisa de critério, porque a cidade não pode ser tratada como uma casa de mãe joana.

Nessa pisada, muitas luminárias históricas  (daquelas bem cenográficas) já despareceram do mapa do Recife, inclusive algumas que eram verdadeiras antiguidades e que ninguém sabe onde foram parar (como as da Praça de Apipucos), que fica na Zona Norte e é considerada área de preservação. Em outras cidades do Brasil e do exterior, são mantidas pelo respeito à história, à paisagem da cidade e aos projetos originais para embelezamento de áreas públicas.

Praças estão sendo desfiguradas sem nenhum respeito aos seus projetos originais. E luminárias novas já estão a despencar

Em algumas praças, elas não eram tão antigas, mas faziam parte do projeto original idealizado por especialistas, não só para iluminar mas também para  complementar e harmonizar a paisagem. É o que ocorria, por exemplo, na Praça F. Pessoa de Queiroz,em Casa Forte. Onde esqueceram umas três  no formato oval. Eram os modelos originais.

Mas por estes dias, uma equipe da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb)  passou lá e tirou o que restava. Agora, toda a praça ficou assim, com esses monstrengos pintados de tinta preta, que estão virando o padrão do Recife, na transição da iluminação convencional para as de Led. Agora se pergunta, precisava ser desse jeito?  Não havia como fazer adaptação? Cadê a sensibilidade dos nossos gestores? Cadê o amor à cidade? Cadê o respeito à nossa paisagem, cada dia mais decantada e violentada?

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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