Libertário, Frei Caneca é lembrado

Há exatamente 195 anos, uma das figuras mais fascinantes da História de Pernambuco, Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, mais conhecido como Frei Caneca, era fuzilado em frente ao muro do Forte das Cinco Pontas, onde hoje funciona o Museu da Cidade do Recife, no Bairro de São José. Há exatamente 33 anos, ele é homenageado no dia 13 de janeiro nos órgãos oficiais. Porém, devido à pandemia, a cerimônia dessa quarta-feira será virtual, transmitida apenas pelo Instagram do Museu da Cidade (@museudacidadedorecife).

A solenidade ocorre em reverência aos seus ideais libertários. Frei Caneca participou da Revolução Pernambucana, mais conhecida como a Revolução de 1817, através da qual foi proclamada uma República e um governo independente na Região. Sufocado o movimento, ele foi preso e transferido para Salvador, onde passou quatro anos. Libertado, retorna a Pernambuco em 1821, e se envolve mais uma vez em atividades políticas revolucionárias. Em 1824, as lideranças do movimento rompem com o poder central e se cria uma nova república, a Confederação do Equador.

O ato “subversivo” levou Frei Caneca à prisão, como secretário das tropas sublevadas. E dali  para a forca. Mas os três carrascos designados para tirar-lhe a vida se recusaram a enforcá-lo. Então o Frei foi submetido a arcabuzamento. As vestes que ele usou no dia em que foi executado encontram-se guardadas na Igreja do Pátio do Terço, que fica perto do Museu da Cidade do Recife. Seu cadáver foi colocado em frente ao Convento do Carmo (ele era frade carmelita), onde teria sido enterrado. Acompanhe a cerimônia pelo Instagram. Ela será transmitida às 15h.

Nos links abaixo, você pode conferir outros fatos históricos curiosos de Pernambuco.

Leia também:
Muito linda a versão musical da Revolução de 1817
O lado musical da Revolução de 1817 na Academia Pernambucana de Letras
Revolução de 1817 no Olha! Recife
Mais venerada do que a do Brasil, Bandeira de Pernambuco tem norma técnica
Livro mostra mania pernambucana de grandeza
Nassau e Anna de Ferro estão em Olinda
O Recife através dos tempos
Mural sobre Restauração Pernambucana precisa de reparos e não de remendos
Sinos novos na Basílica do Carmo
O novo manto da Flor do Carmelo
História: telhas feitas nas coxas. Verdade ou mito?
História: a verdadeira função do óleo de baleia em construções antigas
História: Os pioneiros cemitérios dos ingleses
Forte do Buraco: Tombado, destombado e tombado 
Fortim do Bass: Inédita relíquia de areia do século 17
Calabar ainda intriga, se herói ou traidor
História: Calabar é traidor é herói?
Lampião: bandido, herói ou traidor?
Sessão Recife Nostalgia: Maurisstaad, arcos e boi voador
Pensem, em 1964, já tinha fake news: bacamarteiros viraram guerrilheiros
Hotel do Parque tem livro sobre Root
Teatro do Parque ganha livro
Sessão Recife Nostalgia: Quando a cidade era cem por cento saneada
Sessão Recife Nostalgia: Herculano Bandeira e os jagunços do Palácio

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Andrea Rego Barros / Divulgação / PCR

Compartilhe

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.