Pernambuco: Fauna inclui esquilos

Quem pensa que a fauna de mamíferos em Pernambuco está restrita a capivaras, timbus, saguis, preguiças, mocós e outros animais silvestres menores está errado. Embora não sejam tão frequentes aos nossos olhos, os esquilos também ocorrem até mesmo na Região Metropolitana. Esse pequeno lindo e fofo da foto acima estava vagando, provavelmente à procura da mãe, quando foi encontrado na Estrada de Pau Ferro, em Aldeia (Camaragibe), a apenas 13 quilômetros do Recife.

É um macho, ainda filhote, que deve ter se desgarrado da família. Ele acaba de ser encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres. O Cetas Tangara, como é mais conhecido, é unidade da Cprh legalmente responsável pelo acolhimento, monitoramento, recuperação e reintrodução de animais silvestres à vida selvagem. O Cetas fica bairro da Guabiraba, na Zona Norte no Recife. Ali, o serelepe está sendo cuidado, até ter condições de se virar sozinho na natureza. A espécie é vista com frequência em outros locais, como na Ilha de Santo Aleixo. O da foto de Kevinne Oliveira (acima), foi feita lá, em Santo Aleixo, no Litoral Sul de Pernambuco,onde segundo o Instituto Ecoeducar  e o Grupo Voluntários do Planeta, os esquilos são frequentes.

Bebê esquilo que foi recolhido em Aldeia está no Cetas, sendo preparado para retornar à natureza.

“Muitas pessoas desconhecem que os esquilos ocorrem em nosso estado,mas no ano de 2019, o Cetas Tangara recebeu quatro animais desta espécie”, explica a bióloga do Cetas Tangara,  Tatiana Clericuzi. O esquilo (Sciurus aestuans), também conhecido como caxinguelê ou serelepe, é um roedor, de hábito diurno, muito ágil e de pequeno porte.  Mede cerca de 30 cm e pesa até 240g.  Podem viver sozinhos ou em pares e alimentam-se de frutos, brotos, alguns invertebrados e sementes duras, pois necessitam gastar os dentes que estão sempre crescendo (característica de animais roedores).

É uma espécie arborícola, que desce das árvores para buscar alimento ou enterrar sementes. Devido ao hábito de enterrá-las para refeições posteriores, o esquilo é considerado um importante dispersor de sementes (como é o caso também da cutia, por exemplo). Dormem em troncos de árvores e constroem seus ninhos nas forquilhas, distantes de dois a quatro metros do solo. O período de gestação da espécie é de cerca de 40 dias e nascem de dois a cinco filhotes,  por gestação. Ocorre nos biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos:  Kevinne Oliveira (Institutoecoeducar/ Voluntários do Planeta) e Cprh /Divulgação

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