É uma palmeira? Não, é um pandanus

Parece enfeite de uma árvore de Natal. Mas não é.  Encontrei esse a exuberância desse fruto em uma das minhas caminhadas, pelos bairros de Casa Forte e Poço da Panela, Zona Norte do Recife. E ele me chamou a atenção pelo tamanho. É menor do que uma jaca e maior do que uma manga. É tão grande quanto o fruta-pão ou quanto o fruto da coité (cabaça),  árvore muito comum no Sertão, onde é também chamada de cabaceira.

Por esse motivo, me veio a curiosidade a respeito do que julguei ser uma palmeira. Quem me socorreu foi Jefferson Maciel,  analista ambiental do Jardim Botânico. Enviei a foto via WhatsApp e ele matou na hora minha curiosidade: “É um Pandanus, não é palmeira”,  explicou o biólogo.  Muito comum em jardins privados, o Pandanus é uma planta exótica. É nativa de Madagascar, a ilha africana famosa pelos seus gigantescos baobás e sua maravilhosa flora, estimada em cerca de 12 mil espécies, sendo que 83 por cento de suas plantas vasculares são endêmicas. Ou seja, só existem lá. Em Madagascar.

Nativos de Madagascar, os pandanus ornamentam a Casa dos Doces, entre Casa Forte e Poço da Panela.

Em sua terra natal, suas longas folhas são usadas para confecção de cestas, telhados, tapetes, chapéus. Os frutos, produzidos só pelas plantas fêmeas, são comestíveis mas falam que o sabor não é tão bom. Em  paisagismo, normalmente o pandanus são plantados em canteiros no gramado, isolados ou em  pequenos grupos. Quando jovem, pode ser cultivada em vasos.

A planta tem uma característica curiosa: suas raízes emergem do caule e ficam visíveis, acima do solo, com função de sustentar o pandanus. A árvore é uma espécie tropical. E, portanto, não gosta de frio. Mas também não se adapta a regiões muito secas. Gosta mesmo é de um sol pleno ou meia sombra. Estes das fotos ficam nos jardins da Casa dos Doces, na Rua Marquês de Paranaguá, no bairro do Poço da Panela e defronte da Praça de Casa Forte. Nos links abaixo você vai encontrar curiosidades sobre outras plantas.  A natureza é bela…  Mas nas áreas públicas do Recife, infelizmente, o que mais se faz é matar árvores. #ParemDeDerrubarÁrvores.

Leia também:
As mil e uma utilidades do butiá
Parece coco, fruta-pão, mas é… coité
Tapiá, uma festa para os pássaros
Palma-de-Manila: a festa das abelhas
A exuberância do abricó-de- macaco
Flamboyanzinho cada vez mais comum
Pitomba tem poder analgésico?
É verdade que piranga é afrodisíaca?
O charme e o veneno da espatódea
As mangas da vida
A festa dos ipês no Recife e no Pará
O tapete vermelho do jambo do pará
Dia da Árvore: a “vovó” do Tapajós
Viva a árvore mágica, no Dia do Baobá
Desabrochar musical da Flor do Baobá
O maior colosso vegetal do mundo
Veja a flora do Sertão em Dois Irmãos
Bromélias são reintroduzidas ao ambiente natural no Recife
A caatinga no Jardim Botânico
Jardim Botânico tem trilha amazônica
Por um milhão de árvores na Amazônica
Esso decide plantar 20 mil árvores para proteger mico-leão dourado
Coca-Cola planta 600 mil árvores

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

Compartilhe

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.