PSB: “Dá para acreditar? Nunca fez nada pelo Recife e quer ser prefeita”

O início do Guia Eleitoral no segundo turno não trouxe grandes agressões e acusações entre os candidatos Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB). Ambos tentaram mostrar o que pretendem fazer à frente do Executivo municipal, caso sejam eleitos.  O mesmo, no entanto, não se pode dizer das inserções colocadas pelo PSB, que acusam a cúpula petista nacional de “estar preparando as malas” para mandar no Recife e também a petista de nunca ter feito nada pela cidade.

Durante o debate entre os dois, na quinta, Marília disse que se João Campos for eleito, ninguém saberá quem mandará no Recife “se o Prefeito Geraldo Júlio (PSB), o Governador Paulo Câmara (PSB) ou a mãe dele”, referindo-se à ex primeira dama de Pernambuco, Renata Campos que, embora não possua mandato, tem grande influência no PSB municipal, estadual e nacional. No debate, promovido pelo Sistema Jornal do Commercio, a  petista acusara o PSB de espalhar fake news  a seu respeito e até de usar um método antigo como contra-propaganda. “A cidade amanheceu inundada de lambe-lambe, coisa que eu não via desde pequena”. Referia-se a cartazes  com imagens distorcidas do ex-Presidente Luiz Inácio da Silva e Dilma Rousseff, com inscrições como “Basta” e “Nunca mais”.

Nessa sexta, no primeiro dia da programação eleitoral gratuita, o PSB votou à carga, afirmando que o PT local não queria que Marília fosse candidata. “Mas o diretório nacional do partido, em São Paulo, mandou que (a candidata) fosse ela. E já está  preparando  as malas porque agora está sonhando em mandar no Recife. Você se lembra quem faz parte do PT nacional?  José Dirceu, Gleisi Hoffman, Mercadante. Pensem antes de votar. Eles querem votar”. Vereadora por três mandatos e deputada federal, Marília também é acusada de omissão quanto aos destinos da cidade.

“Dá para acreditar ? Nunca fez nada pelo Recife mas quer ser prefeita”. Na inserção, ainda aparece o polêmico Oscar Barreto, petista mas que tinha cargo na Prefeitura do PSB e que era contra a candidatura de Marília. Ele era Secretário de Saneamento Básico na gestão Geraldo Júlio, mas entregou o cargo quando Marília decidiu peitar a direção local do PT e lançar-se na campanha. Já no Guia Eleitoral, tanto João quanto Marília se mostram menos agressivos que seus partidos. “O Recife quer mudança e a mudança é feminina. A luta está só começando para a gente fazer o Recife que a gente quer”. Marília afirma, ainda, que vai “virar a página do retrocesso e escrever um novo capítulo na cidade”. Depois, faz as já manjadas promessas de campanha: Programa Revitalizar, Programa Florescer, Palafita Zero, Programa Retomada.

Já João Campos tenta contornar a impopularidade e a discutível gestão de Geraldo Júlio, reconhecendo “avanços e necessidades”. Mas, sem citar nomes, também atrela uma eventual gestão petista ao passado. “Quem quiser escolher entre o futuro e o passado, vai escolher o futuro. O Recife não pode retroceder”. Ele diz que não vai “começar do zero”, pois aproveitará “o que deu certo”. Mas que vai mudar “o que deu errado” e fazer “o que não foi feito”. Com certeza, a campanha vai esquentar muito ainda. Geralmente discurso agressivo em campanha eleitoral – como o da inserção – é estratégia dos perdedores. Foi assim que agiram Mendonça Filho (Dem) e a Delegada Patrícia (Podemos).

Ambos partiram para discurso mais agressivo, forçados pela oscilação dos números nas pesquisas de opinião. Deu no que deu. E em campanha, todo cuidado é pouco. Qualquer deslize pode ser fatal e fazer o feitiço virar contra o feiticeiro.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Reprodução da  TV e Internet

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