Segundo turno começa a esquentar temperatura. Debate foi só o início

Esquentou o tempo. E não é por causa do verão não. A temperatura subiu na campanha eleitoral, porque a disputa está acirrada entre Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB). Ambos subiram o tom no debate promovido pelo Sistema Jornal do Commercio na manhã dessa quinta-feira. Ex-aliados (já pertenceram a um mesmo partido) e parentes (ambos são descendentes do ex-Governador Miguel Arraes), os dois partiram para o enfrentamento verbal, sem economizar troca de acusações.

João acusou Marília de estar escancarando as portas do Recife para o partido do ex-Presidente Luíz Inácio Lula da Silva. “Ela fala tanto em autonomia, mas quem não vai ter é ela, que pensa em trazer o PT e todos os seus figurões para cá”, afirmou João. Ele disse, ainda, que a candidatura de Marília “foi toda construída em São Paulo”. A petista rebateu, também, por ser acusada de estar “batendo” muito no Prefeito Geraldo Júlio, aliado de João mas que enfrenta altos índices de reprovação, motivo pelo qual praticamente não apareceu na propaganda do socialista, durante a campanha para o primeiro turno.

“Todo mundo sabe que o imaturo é você, pois não faço críticas pessoais mas à gestão”. E tentou mostrar altivez, ao ser acusada de estar sendo manipulada pelo PT. “Sobre se dobrar, eu nunca me dobrei, nem ao PSB. Agora você, a gente não sabe se vai se dobrar a sua mãe ou ao Governador Paulo Câmara”, ironizou a petista. A mãe é a ex-primeira dama  de Pernambuco, Renata Campos, conhecida por sua autoridade e força dentro do PSB e também pela ambição  política. Embora nunca dispute cargos eletivos, ela cultiva influência nas decisões do PSB não só no âmbito municipal, como no estadual e até mesmo no nacional.

“Tenha respeito pelo povo do Recife e por mim”, afirmou Marília. Sobre as restrições feitas por Marília a Geraldo Júlio e às acusações da petista, segundo as quais João Campos omitiu governador e prefeito de sua propaganda, o socialista rebateu: “Ela foi Secretária de Qualificação de Geraldo Júlio e fez o quê?”. E explicou porque a sua propaganda eleitoral não teve quase a presença do prefeito que, segundo as pesquisas de opinião é o mais impopular do Nordeste. “Não vou escorar minha campanha em padrinho político, quem disputa a eleição não é Paulo Câmara nem Geraldo Júlio, mas João Campos”. Em seguida, o socialista passou imagem de segurança: “Eu sei onde quero chegar e como chegar, e sei enfrentar desafios com a cabeça e com o coração”.

Teve mais. Marília acusou o PSB de ter inundado as ruas do Recife com lambe-lambe (cartazes colados nos muros) com contrapropaganda. Nos cartazes, aparecem Lula (como um monstrinho) ou Dilma Rousseff, juntos à estrela do PT. E as inscrições são “Basta” e “Nunca Mais”. Marília cobrou a autoria da iniciativa. Ela disse que é vítima de fakenews (mas João também se disse), e afirmou que há gente no PSB que até botou o nome dela em um cãozinho. “Isso é agressão, política não se faz assim”. Ao ser questionada sobre apoios que vem recebendo de partidos de direita, a candidata afirmou que não vai “flexibilizar o compromisso ideológico” porque “a gente não faz de tudo para ganhar a eleição”. Quanto às propostas e planos para o Recife, ambos voltaram a repetir promessas da campanha eleitoral.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Reprodução da Internet 

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Um comentário

  1. Nuca pensse que o P.T tivesse a ousadia de vim falze politica em Recife. O P.T e mais Sujo duque puleiro de pato. Como pode essa Moça tão lindo ter orgulho de ser .P.T. eu sendo ela tinha vengonha como os outro fes; Saia minha filha. Tavez voce não merece exta nesse partido de lardāo. Esse partido não lhe merece e corja de meliciano e bandindo das piore espece.

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