Grinaldo e sua “Gadelharia Indústria Criativa”: fotos, vídeos e drones

Pensem em um cara versátil. Aliás, versátil e superlativo. Versátil por ser um homem de mil instrumentos. Superlativo, porque “acelera” em tudo que faz. Integrante dos grupos Bora Preservar e Preservar Pernambuco – dos quais também faço parte – Grinaldo Gadelha sempre brinda as  duas “comunidades” com fotografias que mostram um olhar diferenciado e ângulos pouco explorados do Recife e de cidades do interior. O motivo é simples: fotografa monumentos, praças, ruas, igrejas e prédios do Recife usando drone.

Quando digo que Gadelha é superlativo é por conta das quantidades. As fotos, por exemplo, são postadas nos grupos aos montões para deleite daqueles que curtem a cidade e o patrimônio arquitetônico e paisagístico de Pernambuco. O currículo, nossa, contei 14 páginas. Quanto a ser versátil é por conta das coisas que faz. Estudou Direito, foi Juiz leigo por quatro anos, entre 2008 e 2012, tendo atuado em três juizados do Recife e de Paulista. Também já passou pelo curso de Direito na Faculdade Joaquim Nabuco,  inclusive coordenando o Núcleo de Prática Jurídica, entre 2014 e 2015. Ali, criou vários projetos, como o Cordel Jurídico e o Cine Jurídico Solidário.

E também implantou iniciativas de atendimento gratuito à comunidade do entorno de Paulista, município vizinho ao Recife. Em 2015, foi chamado para as usinas Cruangi e Maravilhas, que pertencem a uma mesma família. Dividia a diretoria com outro executivo, Fred Mulatinho. E a situação não era fácil. A primeira estava em recuperação judicial e a segunda fora desativada. “Assumimos as duas usinas para cumprir todos os itens do processo de recuperação judicial e também para minimizar os impactos deste problema  perante credores trabalhistas, trabalhadores das duas unidades e comunidades do entorno dos municípios de Timbaúba, Aliança, Carpina e Pedra do Fogo.

Na Cruangi, em busca de renovação da marca e à procura de alternativa de trabalho com o turismo criativo e pedagógico, Gadelha criou programa de visitas guiadas à indústria. Também idealizou outros projetos que ficaram apenas no papel, como  o Trem do Açúcar. A movimentação cultural parece não ter agradado os donos das duas indústrias, e Gadelha foi demitido. De repente, ficou sem seu salário de cerca de R$ 40 mil. “Em 2016, estava a zero e voltei para a sala de aula, quando fiz Mestrado em Indústria Criativa. A dissertação tinha tudo a ver com propriedade intelectual, turismo criativo”.  Ou seja, tudo que ele queria. “Após terminar o Mestrado cheguei à conclusão que deveria reunir todos os meus projetos culturais e pedagógicos em um único perfil profissional”, conta.

Foi quando criou o Gadelharia Indústria Criativa, para atuar de forma profissional para criação de imagens, venda de quadros fine art, criação de vídeos e projetos de âmbito cultural, pedagógico e histórico. Já gostava de fotografar como amador, mas fez um curso no Clube Drone  Brasil. E aí… não parou mais. Acima, você confere fotos das Coleções  Divino Brejo (sobre o Brejo da Madre de Deus) e Olha sobre a Aurora (Recife). Acaba de fazer  a produção de vídeo institucional para a Santa Casa de Misericórdia.  E também a parte fotográfica do livro escrito por Eduardo Brennand, e ainda em elaboração, que abordará 22 igrejas do Recife. Sim… ele ainda toca piano. Pode?….

Veja galeria de fotos do Gadelharia Indústria Criativa:

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Grinaldo Gadelha / Gadelharia Indústria Criativa / Cortesia

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