Pandemia: Vacinação antirrábica de casa em casa para bichanos e caninos

Entre 2017 e 2020, a Secretaria Estadual de Saúde notificou 20 casos de raiva em Pernambuco. A doença é transmissível ao homem por mamíferos domésticos  (cachorros, gatos) ou silvestres (como os morcegos). Todos os anos, a SES-PE faz campanha, quando milhares de pessoas ocorrem aos postos para vacinar bichanos e totós. Para evitar aglomerações – devido à pandemia do coronavírus – a vacinação antirrábica canina e felina de 2020 será nos domicílios. E ocorre no mês de outubro. Até o momento, mais de 590 mil doses da vacina já foram enviadas para os municípios pernambucanos. A meta do Estado é imunizar 700 mil animais. Para execução do cronograma, as cidades foram divididas em três grupos.

No grupo 1 estão os municípios que tiveram casos de raiva animal, em qualquer espécie nos últimos quatros anos. Nesses, a vacinação deverá ser realizada na área rural e nos locais (bairros, distritos, etc) onde ocorreram os casos. Fazem parte do grupo 2 os municípios com áreas limítrofes onde ocorreram casos de raiva. Nelas,  a vacinação deverá ser realizada, além da área rural, nas zonas que fazem limite  com municípios com casos positivos. Já no grupo 3, estão os municípios que nos últimos 4 anos não tiveram ocorrência de raiva animal.  Para estes, a estratégia recomendada pela SES-PE é a vacinação em toda a área rural e nos bairros com maior ocorrência de agressões por cães, gatos e animais silvestres. “Este ano, estabelecemos que toda a área rural dos municípios pernambucanos é considerada prioridade para a vacinação antirrábica canina e felina, uma vez que a raiva tem maior incidência de casos em animais silvestres. Nas demais localidades consideradas área de risco, o tutor deve aguardar a visita dos agentes de saúde nas residências”, explica o coordenador estadual do Programa de Controle da Raiva da SES, Francisco Duarte. Todos os protocolos de segurança serão adotados.

Devido à pandemia, em 2020 não será necessário levar gatos e cães a postos de vacinação antirrábica (Oscar Agra)

A raiva é uma doença viral e infecciosa, transmitida por mamíferos. A transmissão se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura e lambedura de mucosas. O vírus penetra no organismo, multiplica-se e atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central. Ao ser agredida por um animal, a pessoa deve lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar com urgência o Posto de Saúde mais próximo. Cães raivosos apresentam sintomas como: agressividade (atacando pessoas e objetos) ou tristeza (procurando lugares escuros), salivação excessiva, dificuldade para engolir, latido rouco e paralisia das patas traseiras.

Nos humanos, a doença ataca o sistema nervoso central, levando à morte. O período de incubação é extremamente variável, desde dias até anos, com uma média de 45 dias, no homem, e de 10 dias a 2 meses, no cão. O último caso da doença em humanos, transmitido por cão, em Pernambuco, foi no ano de 2006. E em 2017, por gato (que deve ter entrado em contato com um morcego contaminado). De 2017 a 2020, foram registrados, em Pernambuco, 42 casos de raiva, sendo 86% das ocorrências em animais silvestres. Em 2017, foram 13 casos, sendo 12 em animais e um em humano. Em 2018, foram 12 casos (todos em animais). E em 2019, foram 16 registros, todos em animais. Em 2020, até setembro, foram registrados dois casos da doença em animais.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos:  Letícia Lins e Oscar Agra / Cortesia

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