Parem de derrubar árvores (262)

Não tenho caminhado em grupos pelas ruas do Recife nesses tempos de pandemia, já que incursões como o Caminhadas Domingueiras e MeninXs na Rua estão praticamente suspensas. Mas não deixo de fazer meus percursos solitários, olhando as calçadas, as ruas, a arborização tão detonada da cidade.

E o #OxeRecife segue na sua missão de registrar as baixas no patrimônio verde da Capital.  No domingo, mostramos as treze degolas nos jardins do Museu do Estado, na Avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças. Ali, as plantas praticamente morreram de inanição durante o período mais rígido do isolamento social no Recife.

A ação da motosserra insana no Museu despertou muitos comentários indignados aqui no #OxeRecife. “Vamos lá, na página (do Mepe), encher de perguntas, pelo menos”, diz a leitora Lara Cristina, que mostrou nas redes sociais do Blog a foto de um belo e florido ipê que “também foi arrancada”, segundo Lara. “Devíamos pedir explicação a eles”, diz. A árvore fica em área pública, mas ela não cita a rua na mensagem que foi enviada.

Fechado devido à pandemia, o Museu do Estado ficou com os jardins abandonados e agora a degola foi geral.

“Até o governo não respeita o meio ambiente, o que esperar do povo?”, indaga Maria Luigi. “Eu não acredito! Que absurdo”, protesta Helena Amaral. “Ninguém se responsabiliza por esse arboricídio?”, indaga a jornalista e ambientalista Mila Portela. “Mas que loucura é essa? Devia haver vigilância nos órgãos públicos”, sugere a também jornalista Rosineide Barbosa. E George Macedo pergunta “qual a justificativa” para tamanha degola. “Estão todos loucos”, conclui Jailde Cavalcanti.

Na minha caminhada, percebi outras degolas na mesma avenida, porém no pátio interno do colégio São Luís. Pelo menos dois troncos guilhotinados podem ser vistos a partir da calçada do colégio.  E não consta nenhuma muda nova ao lado deles, em canteiro rente ao muro. E nos jardins da Ponte D´Uchoa, uma árvore que foi degolada está sem reposição. O que, aliás, não chega a ser uma novidade, no Recife da emergência climática, da motosserra insana e do arboricídio.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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