Parem de derrubar árvores (251)

Mais um golpe no verde da cidade. Hoje resolvi dar uma caminhadinha pelo bairro das  Graças, um dos mais simpáticos do Recife. E também um dos mais práticos. Pois tem tudo perto: padaria, supermercado, igreja, farmácia, parque, opções de diversão noturna, cafés. Ou seja, pode-se fazer tudo sem que seja necessário tirar o carro da garagem. E isso é muito bom.

Mas o que me chama a atenção no bairro das Graças são alguns casarões – em estilo chalé – que ainda restam. E também aqueles edifícios de dois ou três andares, das décadas de 1950 e 1960, bem diferentes dos espigões compactos de hoje. Eles dão a impressão que você mora em uma casa: espaço, arborização, pássaros cantando, uma delícia. Mas na caminhada, olhem só o que eu achei pela frente: mais uma vítima de arboricídio, da motosserra insana. Bom lembrar que ontem caiu uma na Rua Confederação do Equador, no mesmo bairro. Com a pandemia, e a redução das caminhadas pelas ruas, a vigilância sobre a ação da motosserra  insana está menos acelerada, aqui no #OxeRecife.

Mas é só dar uma volta, para se perceber que a problemática permanece. Este tronco degolado fica na Rua Cardeal Arcoverde, na calçada de um escritório particular, nas Graças. Dá uma pena danada ver uma árvore guilhotinada. Pior, pelo que me informaram o corte não é recente. Ou seja, já era tempo de ter sido feita a reposição. Porque a julgar pela situação do que sobrou, dali nada mais brotará. Já são 251, as postagens sobre o arboricídio no Recife, com o registro de 483 árvores adultas que sumiram da paisagem. E haja emergência climática. As ilhas de calor da cidade só aumentam. Nos links abaixo, você confere outras vítimas de arboricídio no bairro das Graças.

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Parem de derrubar árvores (239): “Tive um infarto quando o jambeiro tomou”.

Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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