Gato mourisco confundido com bichano comum é socorrido pela Cprh

Correndo assim, no gramado, até parece um gatinho doméstico. Mas as aparências enganam. O filhote da foto é um jaguarundi, mais conhecido como gato mourisco ( Herpailurus  yagouaroundi), animal que está na lista de espécies da fauna brasileira, em ameaça de extinção. A fofura foi encontrada pelo agricultor João Leandro, no município de Milagres, na Bahia.  Ele pensou que era um bichano comum, órfão. Recolheu o bebê e até o alimentou usando uma mamadeira.

O agricultor encontrou o filhote quando fazia plantio de milho no seu sítio, a cerca de 150 quilômetros de Salvador. Depois, descobriu tratar-se de um animal silvestre.  O lindinho acaba de se transformar no mais novo hóspede do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Tangara), que fica na Zona Norte do Recife. Por que o jaguarundi veio para em Pernambuco? Porque ele foi entregue a uma equipe da Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh), no município sertanejo de Exu, que fica a  618 quilômetros do Recife.

Confundido com bichano doméstico, filhote de gato mourisco mama no Cetas Tangara: Achado na Bahia

De lá, veio para o Cetas, que é o órgão legalmente encarregado de acolher, tratar e preparar animais silvestres para o retorno à natureza.  Apesar do cuidado dispensado pelos técnicos, o bichano silvestre chegou ao Recife mostrando ar de cansaço. O gatinho chegou à Cprh por intermédio de técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A entrega ocorreu quando a equipe da Cprh se encontrava no Sertão de Pernambuco, fazendo reintrodução de animais silvestres.

De acordo com o gestor do Cetas Tangara, Yuri Marinho, o bebê teve muita sorte, pois poderia ter sido atacado por algum predador. “Não se sabe o que aconteceu com a mãe desse filhote, que tem poucos dias de vida”, afirmou. “Cuidar dele exige muita atenção, pois ele não se alimenta sozinho e está sob o estresse da viagem”. O bebê está tomando leite por mamadeira. Yuri disse o gato ficará sob os cuidados do Cetas, até desenvolver aptidões próprias da espécie e crescer o suficiente para ser solto na natureza. O Cetas já recebeu outros filhotes de felinos, como Diego, uma oncinha , cuja mãe havia sido criminosamente abatida por caçadores. Maldade pura.

Veja o vídeo da Cprh sobre o gatinho:

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos e vídeo: Cprh

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