O ousado tráfico de serpentes

Tem gente para tudo neste mundo. Semana passada, um estudante de veterinária foi picado por uma cobra naja, em Brasília. O acidente levou a polícia a descobrir um criadouro clandestino de várias espécies exóticas desses répteis. No Recife, duas serpentes, também exóticas foram apreendidas pelo Ibama há alguns dias. Ou seja, parece que a pandemia está deixando os traficantes de animais silvestres mais à vontade.

E os traficantes de animais realmente estão com escrúpulos cada vez menores. Adivinhem onde as cobras foram descobertas. No Centro de Distribuição dos Correios (CDD). Somente. O CDD fica no bairro do Prado, Zona Oeste da capital. As duas serpentes tinham destinos diferentes. Uma ia para Paulista (na Região Metropolitana) e outra para Garanhuns (Agreste do Estado), a 230 quilômetros do Recife.

Para que as cobras serviriam, ninguém sabe. Mas, com certeza, quem as enviou iria receber um bom  dinheiro por elas. As duas serpentes traficadas são das espécies Corn Snake (Pantheropis guttatus) e King Snake (Genus Lampropeltis). Ambas foram foram enviadas de São Paulo. Ainda bem que os  funcionários dos Correios acionaram o Ibama, após perceberem a presença dos animais nas caixas,  ao passarem as embalagens pelo Raio-x,  procedimento de rotina da empresa.

Os animais foram  encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Tangara), unidade da Agência Estadual de Meio Ambiente (Cprh), no Recife. De acordo com o gestor do Cetas Tangara,  Yuri Valença por serem exóticas, “as serpentes são não podem ser soltas na natureza do território brasileiro. Então, serão encaminhadas para criadouro legalizado”. Tanto a compra como a venda de animais silvestres sem autorização são crimes ambientais, com penas que podem variar entre três meses há um ano de prisão, além de multa.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Cprh / Divulgação

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