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Anta albina vira estrela internacional

Animais albinos, mesmo que não sejam grandes, sempre chamam a atenção de cientistas. Como repórter, já tive oportunidade de observar saguis e cobras albinas.  Imaginem, então, a curiosidade dos pesquisadores quanto a antas com aquelas características. Afinal, a anta (Tapirus terrestres) vem a ser o maior mamífero da fauna nativa. E como se isso não bastasse, ainda é espécie ameaçada de extinção.  Não é à toa, portanto, que as antas albinas do Legado das Águas tenham virado estrelas internacionais. Elas são o tema de artigo divulgado na revista Mammalia, importante publicação científica dedicada à pesquisa de mamíferos.  As antas albinas já foram objeto de postagens aqui no #OxeRecife,  onde há sempre espaço para notícias sobre flora, fauna, rios, oceanos, natureza, enfim.

A pesquisa sobre as antas albinas é liderada pelo Instituto Manacá, que realiza trabalho no Legado das Águas, que fica no Vale da Ribeira, em São Paulo. E que é a maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil, sendo mantida pelo Grupo Votorantim. Entre os principais critérios para a publicação do artigo naquele periódico, estão o ineditismo, a relevância da pesquisa e o método aplicado. De acordo com Mariana Landis, bióloga pesquisadora do Instituto Manacá, responsável pelo estudo com as antas no Legado das Águas, são justamente esses os pontos fortes da descoberta. “Os dois machos albinos do Legado são, possivelmente, as duas únicas antas albinas que habitam o mesmo local e, somado a isso, a descoberta só foi possível por meio da cooperação entre dois programas de conservação, que utilizam a fotografia como instrumento de estudo”, diz ela, referindo-se aos projetos Floresta Viva e Anta, ali executados.

“Resultados como esse, colocam em evidência não só o Legado das Águas, mas toda a região onde a Reserva está inserida, ou seja, um dos remanescentes mais importantes de Mata Atlântica do Brasil, próximo aos parques estaduais do Jurupará, Carlos Botelho e Serra do Mar. Uma região onde as oportunidades existem justamente por causa de sua conservação”,  afirma David Canassa, Diretor de Reservas Votorantim. As antas viraram símbolo da luta pela preservação do meio ambiente, em municípios como Miracatu e Jupirá, onde a reserva está inserida.

Canassa lembra que descobertas da flora e fauna motivam a conservação da natureza na região, estimulando o desenvolvimento do ecoturismo, ferramenta eficiente para gestão de territórios, pois permite que atividades econômicas sejam aliadas à conservação.  “Após o registro das antas albinas no Legado, por exemplo, recebemos turistas que foram motivados pela existência desses animais e vieram conhecer a “casa” deles”,afirma. “Quem não conhecia, se encanta e quer voltar para tentar ver as antas albinas, que carinhosamente chamamos de Gasparzinho e Canjica. A pesquisa científica catalisa oportunidades. Estamos muito felizes com essa divulgação. Ela reflete o trabalho coletivo em prol da conservação desse bioma”, comemora David.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Luciano Candisani / Divulgação/ Legado das Águas / Votorantim

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