Parem de derrubar árvores (248)

Foi só amenizar a quarentena e colocar o pé e a cabeça na rua, para se perceber que a motosserra insana não deu trégua, nem mesmo durante a pandemia. E que a prática de arboricídio permanece fazendo estrago, nas ruas do Recife, cidade que já se encontra em emergência climática e na qual aumentam a cada dia as ilhas de calor.

No último sábado, tinha lido na Voz do Leitor, do Jornal do Commercio, a denúncia de derrubada de duas árvores na Rua Alfredo Leite, em Casa Forte. Ia checar a acusação – cumprindo compromisso do #OxeRecife de denunciar e documentar com foto e endereço cada  árvore erradicada – quando dei de cara com essa cena deplorável, que vocês observam nas fotos.

Não cheguei nem a ir na Alfredo Leite, pois esquecera em casa o endereço e não anotara o nome da rua, ficando para uma próxima saída. Mas ao passar na Rua Visconde de Ouro Preto, em Casa Forte, vejam só o que eu vi, uma cena explícita de arboricídio. Essa árvore que foi degolada fica na calçada e, portanto, em área pública. No local, fui informada que a “poda” foi realizada por particular. E é assim, é? Será que essa bagaceira não tem fim? Esta não é a primeira degola que encontro, na pós quarentena. Ao contrário, é só o que se vê.

Nesta semana, aliás, ouvi um barulho horrível de motosserra. E de pedaços de árvore caindo. Era na Avenida Dezessete de Agosto, onde a serra elétrica estava “virada”, podando. Fui ver de perto, mas felizmente, a árvore não foi derrubada, como é costume acontecer na nossa cidade. Em todo caso, sua copa ficou bem mais pelada, mas não em situação tão grave, ao ponto de oferecer risco para a árvore não se recuperar, como é comum no Recife, onde a cada esquina tem um “tamborete”. Arborização no Recife  – como já disse antes – virou casa da Mãe Joana. Todo mundo mete a mão.

Veja a motosserra agindo na Avenida Dezessete de Agosto, mas a árvore, pelo menos, não foi degolada. Coisa rara de acontecer…

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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