Flamboyanzinho cada vez mais comum

Ele nada tem a ver com o flamboyant, que é nativo de Madagascar, e que depois se espalhou pela África Continental, sendo posteriormente levado para a Europa e para as Américas, devido à grande beleza. Mais modesto, o flamboyanzinho  (Caesalpinia pulcherrima) não tem a exuberância daquela árvore. É uma leguminosa originária da América Central, porém  muito graciosa. E que é cada dia mais comum em projetos paisagísticos de hotéis, condomínios, calçadas, jardins públicos do Recife.

Em 2018, um plantio de flamboyanzinhos mudou a paisagem do Largo do Holandês. Trata-se de um lugar antes degradado, no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife, e que sofreu intervenção por conta de mobilização da comunidade local, que depois contou com a ajuda da Prefeitura. O plantio da espécie melhorou, e muito, a  paisagem da área. Na nossa cidade, é grande o número de edifícios que utilizam a pequena árvore na arborização dos seus espaços não só internos, como nas calçadas.

Plantio de flamboyanzinhos foi utilizado para revitalizar o Largo do Holandês, no bairro de Casa Forte, no Recife.

Ao contrário do flamboyant, que tem grandes raízes, o flamboyanzinho não danifica as calçadas. É uma árvore de pequeno porte, atingindo três a quatro metros de altura e  tida como um arbusto lenhoso. Normalmente frutifica entre maio e julho, quando se enche de frutos, do tipo legume ou vagem. Passa grande parte do ano florido, e suas flores podem ser vermelhas, alaranjadas ou amarelas.

A planta ornamental também é chamada de flor-de-pavão, barba-de-barata, asa-de-barata. Os dois últimos nomes são uma injustiça, pois associam uma flor tão bonita a um  inseto fedorento e asqueroso. O flamboyanzinho tem seiva tóxica, mas mesmo assim atrai borboletas e pássaros. Seu cultivo não é difícil, pois a germinação das sementes acontecem dentro de três semanas.

Gosta de sol e duas irrigações diárias, em tempos de calor. Nas lojas especializadas, um envelope com três sementes custa, em média, R$ 5. Mas quem quiser pode apanhar as vagens na rua, extrair as sementes e deixá-las germinar em um jarrinho. Depois, quando a mudinha “segurar” é só transferir para o chão. E, assim, seu jardim vai ficar muito mais bonito. O #OxeRecife adora as árvores. E por esse motivo, de vez em quando, aborda aqui algumas delas: ipês, coités, tapiás, mangueiras, pau-brasil, baobás, palmas-de-manila. Nativas ou exóticas, o carinho é o mesmo com todas elas.

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Texto e fotos: Letícia Lins / Recife

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