Nossos poluídos rios em discussão

Nossos tão castigados rios serão o tema da live dessa quarta-feira  (10/06), dentro da programação estendida do Dia Mundial do Meio Ambiente, que transcorreu no último dia 5 de junho. O assunto é da maior importância, principalmente para uma cidade como o Recife, cuja paisagem está ligada aos rios, dos quais depende a sobrevivência de milhares de pessoas que precisam da pesca para o sustento das famílias. Mas a atividade está cada dia mais prejudicada por conta da poluição. E o Capibaribe e o Beberibe, assim como os canais – que no passado eram rios ou riachos – são apenas alguns exemplos dessa problemática. Todos eles viraram lixões e esgotos a céu aberto.

A partir das 16h, autoridades no assunto vão discutir a Conservação Ambiental de Rios Urbanos, com transmissão simultânea  em canais do YouTube e Facebook. A iniciativa é da Secretaria do Meio Ambiente Sustentabilidade de Pernambuco (Semas-PE) e da Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh), que prepararam uma série de lives para discutir as questões da natureza, no mês de junho. O encontro será mediado por Thiago Soares, que é gerente da unidade de monitoramento de fontes poluidoras da Cprh.  Participam do encontro:  Luís Cometti (analista de gestão ambiental  da Cprh), Alexandre Ramos (assessor da Semas-PE); e também Jaime Cabral (professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco ).

Bonito e sinuosos, o Capibaribe sediava estações de veraneio no passado, mas hoje sua água é fonte de doenças.

No encontro – além de outros assuntos – será abordado o monitoramento da qualidade da água das bacias hidrográficas do estado. O programa de monitoramento é coordenado pela Cprh.  E  acontece desde 1984, atualmente por meio de convênio com Agência Pernambucana de Águas e Clima – Apac, ligada à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos.

A rede de monitoramento conta com 138 estações de amostragem, sendo 84 pontos de rios e 54 de reservatórios. Esse mapa da qualidade da água norteia ações monitoramento, licenciamento e fiscalização da agência ambiental de Pernambuco.O que não impede, infelizmente, que os nossos rios estejam eternamente poluídos, principalmente por conta da ausência de uma verdadeira rede de esgoto à altura do século 21. No Recife, o saneamento básico é um serviço fantasma, pois atinge apenas 30 por cento dos domicílios. O que sobra vai para os rios.

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Serviço
O quê: Live “Conservação Ambiental de rios urbanos”
Quando: 10 junho de 2020
Horário: 16h
Onde: facebook.com/semaspe, facebook.com/cprhpe, youtube.com/semaspernambuco e youtube.com/cprh_comunicacao
Quem participa: Thiago Soares  (gerente da unidade de monitoramento de fontes poluidoras da Agência Cprh), Luís Cometti (analista em gestão ambiental da Cprh),  Alexandre Ramos  (assessor da Semas – PE), Jaime Cabral  (professor da Universidade Federal de Pernambuco e Universidade de Pernambuco)

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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