Mercado da Encruzilhada tem massacre de gatos e sociedade pede providência

Há um extermínio de gatos, no Mercado da Encruzilhada, onde circulam mais de 60 felinos abandonados. Nada menos de  16 já apareceram mortos em menos de uma semana. E tudo indica que vêm sendo envenenados. A penúltima vítima foi Curupira, esse gatinho  fofo aí da foto, que era retraído e não se aproximava das pessoas, nem para miar pedindo comida. Ele foi encontrando agonizante, sendo levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu.  A denúncia é do SOS Amigo dos Animais, que não é uma ong, mas que reúne um grupo de pessoas, para atuar em defesa de cães e gatos, arranjando-lhes alimentos, castração, abrigos temporários.  E, finalmente, um dono para o animal “chamar” de seu (amigo).

“Já registrei dois boletins de ocorrência online na Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma)”, conta Laura Atanásio de Morais Ramos, uma das coordenadoras do SOS Amigo dos Animais. Ela disse que o primeiro foi sobre a matança generalizada, e o segundo para denunciar a morte de mais um gato. Como nessa quarta apareceu mais um  morto, vai fazer um terceiro registro policial. “Já comuniquei o fato à Secretaria de Defesa dos Animais do Recife, mas não houve nenhuma providência”, disse ao #OxeRecife. A Depoma já está se mexendo. Laura havia pedido à Clínica Veterinária que não sepultasse o corpo de Curupira, para que ele passasse por exame. Mas não foi atendida no pedido.

Em todo caso, foram realizadas coletas dos alimentos colocados para os animais no Mercado da Encruzilhada. Infelizmente são muitos os pontos de descarte de gatos no Recife. E alguns locais são bem conhecidos, como ocorre na Torre, onde também já houve extermínio de gatos. Geralmente eles são abandonados nas proximidades de mercados públicos, supermercados privados e – durante a pandemia – passaram a ser descartados, também, na BR-101.  Com a proibição de  funcionamentos de bares e restaurantes devido ao isolamento social, animais como gatos e cães de rua estão com mais dificuldade na busca de alimentos.

Segundo Laura, a única iniciativa da Seda foi aconselhar o Grupo a denunciar o crime contra os animais à Depoma. O que, aliás, já tinha sido feito. “Fora disso, não fizeram mais nada, apenas pediram que não levasse o caso à mídia”, conta. No Recife, mesmo quem não lida diretamente com o assunto, percebe que há maior quantidade de gatos abandonados do que cães nas ruas. “As gatas se reproduzem mais cedo que os cães, pois com quatro meses os felinos já entram no cio”, conta ela. “Muitas vezes, ainda amamentando, as gatas já engravidam de novo”, relata reclamando que as castrações oficiais só começam quando o felino está com seis meses de vida. “Aí, já se passaram dois cios o que contribui para tantos gatos nas ruas”. Ela também informa que o número de candidatos a pais adotivos para cães é sempre muito maior do que aqueles que pretendem adotar um gato. O #OxeRecife ligou para a Seda, mas os telefones não atenderam.

Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestre, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é crime no Brasil. (Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais).  A pena varia de três meses a um ano de detenção, com aumento de um sexto a um terço, em caso de morte do animal.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: SOS Amigos dos Animais/ Divulgação

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