Pandemia: Socorro para artesãos de Pernambuco e venda virtual

Duas iniciativas acabam de ser anunciadas pelo Palácio do Campo das Princesas,  para ajudar os artesãos pernambucanos:  Artesanato Solidário e Abrace o Artesão. Elas têm o objetivo de garantir algum tipo de renda aos profissionais tão representativos de nossa cultura popular, mas que enfrentam dificuldade com as restrições impostas pela pandemia. Com o comércio fechado, estão sem funcionar as lojas do Centro de Artesanato de Pernambuco (Cape), que ficam no Recife, em Olinda e em Bezerros.

Das três lojas, a do Recife é a de maior visibilidade. Ela fica no Marco Zero, principal ponto turístico do Bairro do Recife. O Artesanato Solidário beneficiará os artistas populares cujas peças ficam em exposição em alguma das lojas do Cape.  Com as lojas fechadas, o faturamento deles está zerado. Mas o Governo de Pernambuco decidiu lhes conceder uma ajuda, ao custo mensal de R$ 150 mil. A iniciativa consiste na garantia de compra de peças nos meses de maio e junho. Ou seja, R$ 300 mil no total.  “A proposta é apoiar os artesãos cadastrados que possuem produtos disponíveis nas lojas do Cape e dependem financeiramente dessa comercialização”, informa o Palácio do Campo das Princesas.

Palha, madeira, barro e croché (foto) estão entre os materiais utilizados para confecção de artesanato no Estado.

O auxílio será diferenciado, dependendo do volume mensal médio de vendas de cada artesão. A base de cálculo terá como referência o volume de vendas dos últimos 18 meses. “Dessa forma, mais de mil artesãos serão contemplados com os valores correspondentes a sua média de vendas de peças no Centro de Artesanato de Pernambuco”.  Todos os produtos adquiridos pela AD Diper serão doados posteriormente, por meio de chamamento público para instituições filantrópicas sem fins lucrativos. A AD Diper é o órgão responsável pela coordenação e gerenciamento do Cape.

A outra ação, Abrace um Artesão,  consiste no apoio aos artesãos cadastrados pelo Programa do Artesanato de Pernambuco. A proposta é divulgar, por meio das redes sociais do Centro de Artesanato, as peças que estiverem sendo produzidas nesse período de quarentena. Basta que o artesão preencha e envie um formulário, disponível nas redes sociais do Centro de Artesanato (@centrodeartesanatodepe), permitindo a possibilidade de o seu produto ser negociado diretamente com o cliente e abrindo, assim, uma nova perspectiva de renda mesmo diante do cenário da pandemia.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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