Pandemia e a “festa” dos bichos

Foi não foi, o #OxeRecife pede licença aos seus leitores, para lhes refrescar o juízo, nesses dias tão atormentados de pandemia e isolamento social. E nada como falar das plantas e dos bichos para fazer bem às nossas cabecinhas. Ainda mais para sabermos do retorno dos animais à natureza, depois de terem feito uns passeios incertos pelas ruas de nossa selva de concreto, antes tão ocupada pelos automóveis e pelos homens. Com o vazio urbano, os bichos fazem a festa. Mas estão voltando às matas, de onde têm saído para “passear” pela cidade.

Nesta semana, em plena crise sanitária e com todo mundo confinado, felizmente os bichinhos estão ganhando a merecida liberdade. Voltando aos locais de origem.  Além da soltura de duas capivaras – uma das quais quase morre afogada – outros animais retornaram à natureza em operação coordenada pela
Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh), nesta semana.

A soltura ocorreu no Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti, que fica no município de Araçoiaba, na Região Metropolitana do Recife. A soltura foi orientada pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco, Cetas Tangara, entidade responsável por acolhimento , reabilitação e reintrodução de animais silvestres à natureza. Militares do Cimnc ajudaram na  reintrodução dos animais à natureza.

Além das duas capivaras, foram soltos também: dois carcarás, um jacaré, uma preguiça, um guaxinim  (foto ao lado) e quatro jiboias. Curioso é que todos esses animais, que são silvestres, foram resgatados em áreas bem diferentes dos locais onde vivem como as matas. Estavam em áreas urbanas, onde não são observados com frequência em dias de grande movimento. 

O coordenador do Cetas Tangara, Yuri Marinho,  informa que os animais apareceram durante o período de pandemia.  “São todos animais silvestres que, neste período em que nós estamos vivenciando o isolamento social,  resolveram aproveitar a calmaria dos ambientes para explorar ruas, avenidas e quintais” E acrescenta: “O diferencial foi a capivara que acabou provando da água do mar”,  referindo-se ao roedor que quase se afogava nas ondas do mar, na praia de Casa Caiada, no mês de abril. 

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Cprh e Cipoma / Acervo #OxeRecife

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