Espaços públicos desinfetados.

Depois do metrô e da estação rodoviária – onde as instalações vêm sendo desinfetadas com a participação de homens das Forças Armadas (foto abaixo) – agora é a vez de locais públicos do Recife, que passam por sanitarização desde o último sábado. A iniciativa é da Prefeitura que diz estar usando um “viricida de alto nível”, cuja “ação tem início em até cinco minutos. E o efeito residual atua por 24 horas”. É mais uma providência para evitar a propagação do coronavírus, já que o Recife é o epicentro da pandemia no Estado.

No roteiro, mais de 200 paradas de ônibus que nunca viram um balde de água e sabão. Sim. Em algumas cidades, como Salvador, presenciei a lavagem diária de paradas de ônibus, em tempos normais, sem nenhuma epidemia. E cada equipe tinha uma cota a cumprir por dia: 22, segundo me informou uma dupla de servidores que trabalhava na atividade, na última vez que estive na Bahia. No Recife, sinceramente, nunca vi uma parada de ônibus sendo lavada em dias comuns. Foi preciso uma epidemia, para que a higienização tenha sido providenciada, assim mesmo só com borrifação. Mas, pelo menos, a iniciativa foi tomada.

Homens das Forças Armadas higienizam metrô e estações rodoviárias da Região Metropolitana do Recife.

Além  das paradas de ônibus, diariamente são desinfetados cerca de 200 equipamentos de saúde, estações de BRT, terminais integrados de passageiros, a sede da Prefeitura, mercados públicos, equipamentos da assistência social, entre outros lugares estratégicos. O trabalho vem sendo realizado por agentes de Saúde Ambiental e Controle de Endemias (Asaces) e outros profissionais das equipes da Vigilância Ambiental do Recife. Como vem ocorrendo com representantes das Forças Armadas no metrô e em terminais rodoviárias no Grande Recife, os agentes da PCR também trabalham devidamente protegidos, vestindo macacões impermeáveis, máscaras, botas e luvas.

Com a pandemia, e higienização é com viricida. “Como o vírus pode permanecer por algumas horas em superfícies como metal, vidro ou plástico, o processo de desinfecção química pode inativar qualquer agente viral presente nos ambientes que ofereçam riscos à proliferação da covid-19”, informa a Prefeitura. A estratégia implementada pela Secretaria de Saúde do Recife faz parte do Plano Municipal de Contingência Covid-19. A desinfecção não substitui a limpeza regular, mas pelo menos reduz o risco de novas contaminações. De acordo com especialistas, a vida do coronavírus tem diferentes períodos de duração, dependendo da superfície onde ele está. Ele pode durar de quatro horas (em cobre) até cinco dias (papelão, e vidro). Em plástico, aço e madeira ele sobrevive por até quatro dias.

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