Paço do Frevo: “Vacina contra angústia”

Em tempos normais – sem essa danação de pandemia – a quinta-feira é um dia bem light aqui no #OxeRecife. É quando normalmente noticiamos dicas culturais de final de semana e indicamos passeios turísticos, com prioridade para as programações free, como é o caso do Projeto Olha! Recife, que oferece passeios gratuitos a moradores e visitantes da nossa cidade. Com o isolamento social, não tem cinema, nem teatro, nem trilhas ecológicas, nem festas. O jeito é se divertir sem sair de casa, para quebrar a tristeza imposta pelo confinamento. E é aí que entra, hoje, um dos equipamentos culturais mais queridos da nossa população, o Paço do Frevo, que também está com as portas fechadas. Mas não com sua programação suspensa.

Alguém deve lembrar que 23 de abril é o Dia Nacional do Choro. E nessa quinta (23),  o choro é livre no Instagram do Paço do Frevo. Para celebrar o Dia Nacional do Choro, vai ter bate papo e live musical, uma “vacina para a angústia em tempos tão duros”. Chorões e foliões têm encontro marcado no Instagram do Paço (@pacodofrevo), a partir das 16h30, para uma conversa sobre diálogos e  interseções musicais entre o frevo e o choro. O bate papo será comandando por Fernanda Pinheiro, coordenadora musical do museu, e Luciana Ribeiro, presidente do Instituto Casa do Choro, do Rio de Janeiro. E será transmitido também no Instagram do Instituto (@casadochoro). A partir das 20h, o Instagram do Paço será “palco” para a choradeira do maestro e compositor Marcos César e do dançarino e musicista Antônio Nóbrega, que protagonizarão uma live dedicada à prática e à teoria do choro, considerado patrimônio cultural carioca.

Tido como um das primeiras músicas urbanas tipicamente brasileiras, o choro surgiu por volta de 1880, nos quintais dos subúrbios do Rio de Janeiro, antiga capital do Brasil.  Os primeiros grupos eram essencialmente formados por flauta, instrumento que fazia os solos; violão, para o acompanhamento; e cavaquinho, responsável por quase todo o drama que caracteriza a música chorona até no nome, respondendo por harmonia, acordes e variações. Defendida, a princípio, por uma maioria de músicos mestiços em processo de ascensão social, o choro acabou por revelar grandes artistas, como Sátiro Bilhar, João Pernambuco, Lula Cavaquinho, Pixinguinha, Altamiro Carrilho e Jacó do Bandolim.

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Serviço:
O quê: Dia Nacional do Choro (live)
Quem promove: Paço do Frevo
Quando: 20h da quinta-feira (23)
Onde: Instagram (@pacodofrevo e @casadochoro)
* Sexta, sábado e domingo (24, 25 e 26) tem #OcupaçoDigital, com Flaira Ferro (@pacodofrevo)

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Andréa Rego Barros / PCR / Acervo #OxeRecife

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