Rede de solidariedade só faz aumentar

Muito bacana, a ação da Polícia Rodoviária Federal, fazendo doação de sangue, durante a semana passada. Uma iniciativa mais do que válida, nesses tempos de pandemia, quando os estoques quase zeraram nos hemocentros. Porque as pessoas temem sair de casa, ir ao hospital, ter contato com outras, já que a ordem para não se contaminar com o coronavírus é o isolamento social.

A mobilização ocorre em todo o país, onde segundo a PRF,  há 32 hemocentros além de 500 serviços de hemoterapia. No Estado, as doações ocorreram na  Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco, nas cidades  Recife e em Petrolina (no Sertão do São Francisco). Todos os serviços estão funcionando com cuidados para evitar disseminação do coronavírus, inclusive com limitação ao número de doadores por vez. Ao longo da semana passada, foram muitos os apelos dos hemocentros, solicitando a presença de doadores, e a PRF atendeu em peso ao chamado. A rede de solidariedade permanece crescendo, não só em corporações oficiais – como a PRF – mas também na iniciativa privada. Ou através de representantes de instituições como Igreja e movimentos sociais.

No Recife, são muitas as campanhas para doação de equipamentos de proteção. E a cada dia aparecem mais voluntários para levar alimentos para a população de rua. Um exemplo é o Armazém do Campo,  do  MST, que instituiu a Marmita Solidária para os moradores de rua, e está recebendo doações (ao lado). Todos os dias, são entregues cerca de mil marmitas e 300 cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em Tamandaré – no Litoral Sul de Pernambuco – o Padre Arlindo Matos deflagrou a campanha A fome não pode esperar, através da qual  distribuiu oito toneladas de alimentos nesse final de semana. E vem mais por aí.

O padre foi um dos líderes da campanha #Sechegaragentelimpa, durante o desastre ambiental que atingiu as praias do Nordeste em 2019, com derramamento de óleo. O sacerdote ganhou as  redes sociais com a “mão na massa”, se incorporando aos voluntários que recolhiam o material poluente. Quem quiser fazer doação para a campanha liderada pelo sacerdote, em Tamandaré, pode fazer via www.vaquinha.com.br e procurar A Fome não pode esperar.

E aqui no #OxeRecife também chegam muitas informações de empresas de todos os tamanhos, colaborando para minorar os efeitos da pandemia. Em Pernambuco, quatro grandes empresas se uniram para distribuir 50 mil cestas básicas: Construtora Viana e Moura, Grupo Cornélio Brennand, Grupo Moura e a Ferreira Costa. O objetivo é entregar 10 mil por semana. O Grupo Moura, aliás,  está produzido 50 mil máscaras protetoras para doar à rede pública, depois de ter fabricado para seus distribuidores e clientes.

Também no Estado, a Campari Group anuncia a doação de álcool gel em barris para instituições públicas. O produto vem de sua fábrica, no Complexo Industrial Portuário de Suape. Após ter distribuído alimentos, a Nestlé está doando 470 mil máscaras aos municípios onde possui fábricas no Brasil. A UAU inglesa acaba de doar 1.500 toneladas de álcool gel a hospitais de Minas Gerais. E as Lojas Renner usam suas máquinas de produzir confecções, para fabricar e distribuir 1,2 milhões de máscaras de proteção e 150 mil aventais para todo o país.

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Foto: PRF / Divulgação

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