Pandemia: Pensar no coletivo é preciso, inclusive nos supermercados

O confinamento residencial provocado pela pandemia do coronavírus e o temor  de que ele se amplie, têm provocado uma corrida grande aos supermercados. No domingo, era imenso  o número de prateleiras vazias em lojas da Zona Norte, onde resido. Já era visível a falta de produtos de limpeza, inclusive do herói  de resistência contra o Covid-19 (o sabão amarelo),  de água sanitária e outros produtos, como detergentes. Álcool até que tinha, mas com concentração inferior ao recomendado pelo Ministério da Saúde. Assim mesmo, na apresentação líquida e inflamável.

De acordo com as autoridades sanitárias, como o álcool líquido evapora rapidamente, o recomendável para higienizar as mãos é mesmo o gel, porque tem ação mais duradora e faria combate mais efetivo ao Covid-19. No Mercado Bonde+, em Casa Amarela – Zona Norte do Recife – nem pão havia mais na manhã do domingo.  Tinham levado todas as embalagens de marcas conhecidas, como a PlusVita.  As prateleiras estavam vazias (foto acima). Só havia mesmo francês, produzido em padaria própria . Lembrei então, de um vídeo que recebi pelo WhatsApp, no qual em São Paulo um cidadão – cliente de um supermercado – gritava em voz muito alta, pedindo aos consumidores que pensassem na coletividade. Havia muita  gente aglomerada e ele recomendava distanciamento porque desse jeito “todo mundo vai morrer”.  E fazia outra advertência importantíssima, que já devia estar sendo exaustivamente explorada pelas campanhas institucionais contra o coronavírus: o excesso de consumo.

O bom brasileiro apelava, os berros, para que os ricos não entupissem os carrinhos, esvaziando as gôndolas do supermercado. “Porque, assim, quem recebe dinheiro no dia 5, não vai ter o que comprar quando ganhar o salário”. Nesse momento, é muito importante que pensemos no bem coletivo, não só pela preservação da saúde de todos mas também evitando que o abastecimento entre em crise com o excesso de consumo. Há algumas demandas aparentemente irracionais, como as montanhas de papel higiênico (foto menor) que as pessoas têm comprado, como observei no Descontão, também em Casa Amarela. Havia consumidores com três carrinhos, lotados de de papel higiênico, deixando vazias as prateleiras como vocês observam aí na foto.O consumo exagerado de papel higiênico tem sido definido por psicólogos como o “lado irracional” da  crise provocada pelao coronavírus. Ah… bom.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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