Capibaribe ganha nova área de contemplação para combater o lixo

A Zona Norte do Recife vai ganhar mais uma área de lazer, à margem do Rio Capibaribe. O novo espaço, que fica bem pertinho do Hospital Maria Lucinda, deve ser entregue no final de janeiro. E funcionará em um terreno onde, antes, havia acúmulo de lixo como, aliás, ainda ocorre em outras áreas não beneficiadas, na mesma extensão. Na manhã de hoje, por exemplo, eram vistos pedaços de vidro, metralhas, móveis velhos e até quentinhas com restos de comida, nos trechos vizinhos onde a obra vem sendo implantada.

“A Emlurb esclarece que iniciou em outubro e concluirá neste mês de janeiro a revitalização de um espaço na Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, mais um espaço para a população contemplar o Rio Capibaribe”, informa a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife. “ Onde antes havia um depósito irregular de resíduos está se transformando em uma espaço de convivência para os moradores da área”, completa, em nota lacônica, sem detalhes. O investimento é de R$ 96 mil. Na placa afixada no local, com indicação do serviço ali executado, o valor estimado é de R$ 94 442. A Emlurb não forneceu as dimensões da área beneficiada nem deu detalhes quando a colocação de jardins ou canteiros no local.

Zona Norte terá novo centro de convivência à margem do Rio Capibaribe: obra deve ser entregue no final de janeiro

A autarquia garantiu que “está fazendo a construção de um banco mureta, a instalação de mesas em madeira, a colocação de piso em lajota bem como a poda das árvores do local, a recuperação da iluminação e a limpeza da área”.  Agora… poda não foi feita. A única árvore adulta que existia na área agora ocupada com lajotas foi degolada mesmo. E dela só restou o tronco, conforme mostrei aqui na postagem Parem de derrubar árvores (225). Seus restos até ainda estão lá, como se observa na foto acima.

É muito salutar que se ocupe os espaços à margem do Capibaribe, com equipamentos urbanos até porque o Recife cresceu dando as costas para o rio. Mas acredito que os novos espaços não podem ser só de pedra e cal. Precisam que o verde seja preservado, que haja flores, árvores. Caso contrário, as chamadas áreas de lazer correm o risco de não se incorporar à paisagem. Ao contrário, podem contribuir para aumentar, ainda mais, a presença da selva de concreto no Recife. Na cidade, aliás, há dois exemplos de iniciativas que contribuíram para enriquecer as margens do Rio Capibaribe: o Jardim do Baobá (iniciativa pública) e do Jardim Secreto (criado por decisão da comunidade do Poço da Panela). Em ambos, houve esforço para criação de áreas verdes.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife 

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