Cprh se muda para empresarial

Quando eu era criança, o bairro de Santana tinha uma atração “turística”: a então moderníssima casa do empresário Miguel Vita, dono da marca do guaraná Fratelli Vita, que tanto sucesso fez no século passado no Nordeste. Lembro que famílias inteiras – a minha, inclusive – costumavam passear a pé, no domingo, saindo de Casa Amarela para ver a “novidade” da arquitetura em área até então dominada por velhos casarões. Posteriormente, a antiga residência do industrial passou a ser ocupada pela  Agência Estadual de Meio Ambiente (Cprh).

E era bem apropriada, devido ao seu jardim arborizado, com árvores talvez centenárias (foto ao lado). Na idade adulta, gostava mais de contemplar seus jardins do que a obra de pedra e cal. Estive ali algumas vezes, em atividade jornalística ou mesmo para entregar alguns bichinhos, como pássaros bebês em risco, por terem caído dos respectivos ninhos. Agora a casa em estilo moderno –  na Rua Santana, 367 – está vazia. A Cprh  iniciou o ano de 2020 com novo endereço: Rua Oliveira Góes, 395 (Empresarial Da Vinci), no bairro do Poço da Panela, Zona Norte do Recife.  Apesar da mudança, os números dos telefones para o atendimento ao público continuam os mesmos. Quem precisar dos serviços da Agência basta ligar para os números 3182-8800 (PABX) e 3182-8923 (Ouvidoria Social). No novo endereço também há local para recebimento de animais silvestres.

Os bichinhos são imediatamente enviados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Tangara), que fica na Guabiraba.  O novo endereço tem área total de aproximadamente 1.500 metros quadrados, distribuídos em seis andares e mezanino. Segundo a Cprh, a nova estrutura proporciona melhores condições de trabalho para os mais de 200 colaboradores, entre servidores, terceirizados e estagiários. Além de oferecer mais praticidade e comodidade aos usuários dos serviços da Agência.

O novo prédio dispõe de sete salas de reunião, auditório com capacidade para 40 pessoas, espaço de convivência, parte do almoxarifado, diretorias, áreas administrativas e técnicas. De acordo com o presidente da Cprh, Djalma Paes, a mudança da sede se tornou necessária porque a antiga, onde a Cprh funcionou por quatro décadas, não estava mais atendendo às necessidades do órgão, já que suas atribuições vêm crescendo. Paes – que em 2019  consumou a aquisição do terreno onde funciona o Cetas – informa que a meta é trabalhar para que, no futuro, o órgão passe a ter uma sede própria.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife 
Fotos: Divulgação / Cprh

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