Decoração natalina do Recife perdeu para outras capitais do Nordeste

A julgar pelo que dizem e mostram pessoas residentes em outros estados do Nordeste – como Bahia e Alagoas –  a iluminação do Recife durante o ciclo natalino foi uma das mais pobres e menos criativas, entre as capitais do Nordeste. Em dezembro, recebi fotos de cidades europeias – incluindo do interior – e de outras, brasileiras, exibindo iluminação feérica, clima de festa nas ruas, muitas pessoas circulando. Em consequência, movimentando o comércio, restaurantes, bares, venda de artigos natalinos.

E nem é preciso muito, para uma cidade entrar no “clima” no Natal. Pontes e ruas iluminadas com luzes brancas, comuns, já seriam suficientes para tornar o Recife mais festivo. No caso da nossa cidade, a decoração limitou-se ao Cais da Alfândega e Avenida Rio Branco, o chamado “boulevard”. Lembro-se que quando minha mãe e minha avó eram vivas, todos os finais de ano eu as levava para ver a “iluminação” da cidade. Passava no Praça do Entroncamento, Avenida Agamenon Magalhães, pelas pontes do centro iluminadas, com árvores brilhando no Rio Capibaribe.

Fiquei imaginando se fosse dar o mesmo passeio com as duas, em 2019/2020, o quanto voltariam frustradas da empreitada. Nada a ver. E o que tem é muito pobre, pobre mesmo. A Praça da República, uma das principais do centro, parece um cemitério. Quase escura. As flores colocadas nos postes no Cais da Alfândega são até bonitas. Mas pouco claras, nada contribuem para tornar a cidade mais luminosa e mais festiva. E como se não bastasse, a Avenida Boa Viagem, onde houve festas de réveillon, só mesmo os palcos e o pipocar de fogos, para se chegar ao ar da virada de ano. A avenida estava com a iluminação de dias comuns. Ainda bem que o Recife tem o diferencial dos pastoris, que mesmo assim, tiveram apresentações tímidas, no Ciclo Natalino. No sábado, a gente aborda aqui a decoração de Maceió.

Em Salvador, chamou a atenção iluminação sincronizada com o Hino do Senhor do Bonfim. Foi uma festa. Passear sob os arcos iluminados, um verdadeiro túnel de luzes, virou programa de fim de ano. Veja o vídeo:

Veja, agora, a galeria de fotos, enviadas pelo antropólogo pernambucano Fernando Batista, residente em Salvador:

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos e vídeo: Fernando Batista / Cortesia

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