Emergência climática no currículo

A exemplo do que foi anunciado na Itália, o Recife vai tornar obrigatório a inclusão de Sustentabilidade e Emergência Climática na grade curricular das escolas municipais. Foi o que informou hoje o Prefeito Geraldo Julio (PSB) quinta-feira (7), na Conferência Brasileira de Mudança do Clima. A iniciativa deve começar a vigorar no próximo ano letivo.

O socialista,que é presidente para a América do Sul do ICLEI – Rede de Governos Locais Pela Sustentabilidade, afirmou que vai enviar o Projeto de Lei para a Câmara Municipal  ainda este ano, para que a disciplina entre no calendário escolar já em 2020. O anúncio aconteceu durante o Painel de Prefeitos pelo Clima na Conferência Brasileira de Mudança do Clima, no Arcádia do Paço Alfândega.

“ A meta é que os alunos tenham toda a semana esse tema, e que saiam de lá e possam compartilhar com seus pais, amigos e família, aumentando assim cada vez mais o movimento em prol do meio ambiente”, afirmou Geraldo Julio que comandou o Painel de Prefeitos pelo Clima. Na ocasião os prefeitos assinaram declaração de intenção de levar para os seus municípios, o decreto reconhecendo a Emergência Climática, seguindo o exemplo do Recife, que se tornou a primeira cidade brasileira a baixar decreto nesse sentido.

No encontro, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT), defendeu que o combate às mudanças climáticas não pode ser partidário. “Esses tempos medievais no Brasil não podem tornar o meio ambiente objeto de divisão de disputa. Essa é uma questão dos tempos, uma imposição da humanidade”, disse. “A forma em que vivemos, geraram uma crise ambiental que já traz consequências importantes na vida humana. Que a sobrevivência da espécie humana possa nos unir”, conclamou. Um dia após o governo federal ter sido muito criticado, por não ter enviado representante para a Conferência,  os prefeitos também divulgaram carta aberta, em que cobram posicionamento do Planalto sobre o maior desastre ambiental do Litoral Nordestino (o derramamento de óleo). Eles exigem – entre outras medidas – apoio para a cadeia produtiva da pesca e investigação científica sobre as consequências ambientais e sociais do desastre.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Andréa do Rego Barros / Divulgação / PCR

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