O criador da inédita “Expedição 21”

Figura,  esse Alex Duarte. Ele se transformou em presença obrigatória em congressos, seminários, encontros científicos sobre inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência, inclusive a intelectual.  Não é para menos. Além de um extenso currículo na área, ele é o criador do Projeto Expedição 21, através do qual incita jovens com Síndrome de Down a buscarem autonomia e a explorar os próprios talentos. A experiência, que vem a ser a primeira imersão de pessoas com a Síndrome da América Latina, gerou livro e documentário.

Durante a Expedição 21,  18 jovens com Síndrome de Down participaram de uma espécie de reality show,  em uma casa,  na cidade Florianópolis, em Santa Catarina. Lá, o grupo ficou longe dos pais  por quatro dias.  O intuito era que cada qual tentasse se virar por conta própria, desenvolvendo  habilidades,  aprendendo a morar sozinho, a  ter mais autonomia.  Além de motivar livro e filme, a iniciativa também deu origem a uma pesquisa de cunho científico, que é comandada pelo renomado neurocientista Fernando Pinto Gomes.

O estudo pretende mostrar como a interação com o meio positivo pode melhorar o aprendizado e auto- estima de pessoas com deficiência intelectual. “Participei da Web Série Geração 21 e da Expedição 21, que fazem parte do Projeto Cromossomo 21, de Alex Duarte. Com eles, nós mostramos que somos capazes de muitas coisas e a inclusão ficou mais perto, na escola, no trabalho e na sociedade”, afirma Bruno Ribeiro (ao lado com Alex), o primeiro turismólogo do Brasil com a Síndrome a ser inserido no mercado de trabalho com aquela formação.

Alex está no Recife.  Hoje, participou de oficina para jovens com deficiência intelectual, a Despertando Talentos.  Na quinta (31), ele lança livro e filme no I Seminário Nordeste Vida Adulta T21 – Autonomia, que acontece no Home Center Ferreira Costa Tamarineira. Alex tem um currículo extenso. Ele fez o documentário Expedição 21.  No Seminário que acontece no Recife, lança Como empoderar pessoas com deficiência,  seu terceiro livro, que faz parte da sua recente pesquisa sobre a autonomia das PcDs. Alex é graduado em Comunicação Social, pós-graduando em Psicopedagogia Clínica Institucional, Educador Social, Empresário e diretor do filme e projeto Cromossomo 21. Há 10 anos é palestrante na área e inclusão.

Foi professor pelo Ponto de Cultura ACI, Ação Cultural Integrada pelo Governo Federal, e se tornou o primeiro jovem a documentar a Missão de Paz da ONU, no Haiti. É escritor, formado em Coaching em Orlando/EUA, estagiou na Fundação Roberto Marinho e tem experiência há mais de quatro anos em neurociência, formado pelo Instituto Tânia Zambon. Em 2016 foi um dos representantes do Brasil na ONU pelo dia internacional da Síndrome de Down e recebeu o título de cidadão brasileiro pela Academia de Letras de São Paulo. Seu filme Cromossomo 21 e o documentário Expedição 21 foram premiados em Hollywood. E ter  prêmios para aquelas bandas não é para todo mundo não. O Brasil precisa de gente como Alex. E de exemplos de superação, como o de Bruno Ribeiro. Veja mais matérias sobre a Síndrome de Down nos links abaixo.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação / Cromossomo 21

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