Parem de derrubar árvores (209)

Mais uma para a nossa triste estatística. Ou melhor, menos uma árvore nas ruas do Recife. E não é um tamborete nem um toquinho não, é um tocão. Guilhotinaram a planta sem dó, deixando um tronco sem um galho nem folha sequer, em frente ao bufê Porto Fino, na Rua Santana, Casa Forte. O pedaço que sobrou da barbaridade tem quase dois metros de altura.

Por acaso estive me comunicando na semana que passou com o Gerente de Arborização da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), Caio Imperiano. Exatamente para troca de informações sobre a degola de árvores da capital, fato que inquieta boa parte da população do Recife e não apenas ambientalistas por conta do crescimento da quantidade de ilhas de calor na cidade.  E passei a ele uma foto dessa nova vítima de arboricídio.

Ele informou que a árvore ficava na entrada do Parque de Santana, e que tinha morrido, motivo pelo qual foi erradicada. Então, passei a foto (ao lado) da degola, em frente à casa de recepções, para mostrar a localização exata. Resultado:  era outra árvore mesmo e não a do Parque. E não foi a Emlurb que matou. Quem fez, vai responder pelo ato., porque cometeu um crime ambiental.

É que em áreas públicas, a gestão das árvores é do poder público e cortes, podas e erradicações só podem ser realizadas pela Prefeitura (ou com sua autorização). “Foi bom você ter me passado (a foto), aparentemente outro crime ambiental. Se for, encaminho para a Brigada Ambiental”, informou Caio Imperiano ao #OxeRecife. “Quando erradicamos, deixamos o toco com 45 centímetros de altura, para que as pessoas visualizem e não tropecem”, explica.

Ou seja, com certeza, a Emlurb não foi a responsável por mais uma guilhotina na cidade. Pelo que observo nas ruas, no entanto, esses tocos passam mais tempo do que deveriam em parques, jardins e calçadas, quando deveriam ser logo retirados para o plantio de uma nova muda. Até porque as árvores guilhotinas – que são muitas – passam para a cidade uma imagem muito triste de devastação do verde. Vocês não acham?

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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