Parem de derrubar árvores (207)

Mais duas degolas. Ambas na Zona Norte do Recife. E uma delas é bem recente. A motosserra insana agiu na semana passada, na calçada de uma loja colaborativa, que funciona no número 675, da Estrada do Encanamento, no Bairro do Parnamirim.

Eu já havia sido alertada por uma amiga e leitora do #OxeRecife, Maria Carvalho. Ela  me informou que viu um “clarão” e um monte de folhas ao lado do muro da loja. Eu julguei que a cena tivesse sido decorrente de poda de alguma árvore do jardim do imóvel, cujos galhos dão para o muro.

Não era. Ao passar em frente à loja, em minha caminhada matinal no último sábado, me deparei com mais uma cena triste, diante de mais uma vítima da motosserra insana.  O tronco ainda  está lá guilhotinado, transformado em tamborete.

Não foi retirado e, ao que tudo indica, a planta vai ficar sem reposição. Pelo menos por enquanto. Pois normalmente não se planta nada, enquanto o alegrete (canteiro) estiver ocupado. Pelo menos, é o que observo durante minhas caminhadas pelas calçadas de diversos bairros do Recife. Bem pertinho dali, há um  tronco seco (uma ex-árvore foto ao lado).

Ela fica  quase defronte ao tamborete da Estrada do Encanamento. A ex-árvore fica na Rua João Barbalho. Conhecida pelos mais antigos como Beco Sabino, a via liga a Estrada do Encanamento (Parnamirim) à Rua Conselheiro Nabuco, antiga São João (que fica em Casa Amarela). Moradores da João Barbalho informaram que essa árvore (foto acima, à esquerda) não sobreviveu a uma poda radical. Quanto ao alegrete da maior, como vocês percebem, virou lixeira. É sempre assim, nas covas rasas das vítimas do arboricídio. Onde não tem mais vida, o lixo toma conta.

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Da árvore só restou o pó de serra

Texto e foto: Letícia Lins/ #OxeRecife

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