Parem de derrubar árvores (201)

Me digam uma coisa: vocês sabem onde isso vai parar? O #OxeRecife vem registrando a degola de árvores da cidade, sejam em áreas púbicas ou privadas. No primeiro caso, principalmente em ruas, jardins e praças, onde são fortes as chagas do arboricídio que se presencia no Recife. No segundo, em prédios, condomínios, escolas.

Fazemos questão de notificar as perdas provocadas por empresas, sejam para construção de edifícios ou para abrir vagas em estacionamentos, por exemplo. Aqui já registramos todo tipo de maldade: desde o corte puro e simples para dar espaço aos carros, como também envenenamento lento e gradual, como já ocorreu no Rosarinho, Zona Norte do Recife.

É sempre assim: onde tem uma árvore degolada, tem lixo, metralhas, garrafas junto. Essa vítima fica na Tamarineira.

Na minha caminhada de hoje encontrei mais duas degolas, ambas na Avenida Rosa e Silva, número 2130. Mais precisamente, nos jardins do Hospital Ulysses Pernambucano, mais conhecido como o Hospício da Tamarineira.   Uma das árvores fica entre o jardim e a calçada da Avenida, bem rente ao muro. Sombreava, portanto, os pedestres que por ali passam na calçada. A outra é no jardim mesmo, perto da interessante horta cultivada pelos doentes mentais ali assistidos.  É uma pena que as duas vítimas da motosserra insana ainda não tenham sido alvos de reposição. Os tamboretes estão lá, expostos, para quem quiser ver.

Sinceramente, cada dia fico mais triste com a situação do patrimônio verde da nossa cidade. Tanto nas áreas públicas quanto nas privadas. Porque o descaso, ao que parece, vem de todos os lados: do setor privado, e das diversas esferas do poder, quando o assunto é espaço público. Pelo que sobrou do tronco de uma, a árvore devia estar bem comprometida, devido ao avanço de alguma praga (provavelmente cupim), pois estava oco. Se o corte era inevitável, a reposição é mais ainda. Mas o da outra, rente ao muro, não mostra marcas de praga nenhuma. Está intacto, como vocês podem observar na segunda foto.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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