Parem de derrubar árvores (196)

Felizmente, a “patrulha verde” permanece agindo, em defesa das árvores da nossa cidade.  Pelo menos  85  por cento das postagens aqui veiculadas (dando notícia do arboricídio) decorrem de observações feitas por mim durante passeios a pé, ou em grupos como o Olha! Recife, o Caminhadas Domingueiras, o Caminhadas Culturais ou o Andarapé. Mas informações de cortes exagerados de árvores ou erradicações evitáveis chegam sempre aqui ao #OxeRecife, via redes sociais. A dessa quinta-feira, no entanto, foi pinçada na  a editoria Voz do Leitor, do Jornal do Commercio de ontem. Nela, Izabel Wanderley dá conta de mais uma cena de arboricídio. Ou seja, já não é só minha voz gritando contra essa triste situação observada em nossas ruas, praças e jardins.

“Uma árvore, aparentemente sadia, foi cortada no Parque da Jaqueira, no parquinho infantil, em frente à Capela. Gostaria de saber o motivo”, cobra Izabel no JC. Na quarta-feira, estive no local e constatei a ação absurda da motosserra insana. Sinceramente, começo a me animar, quando a população da cidade reclama do descalabro que virou a degola de árvores no Recife. É em todo canto. Não há um bairro sem essa cena triste.

Eu já nem pergunto mais à Emlurb o motivo das degolas. Porque as respostas são sempre as mesmas: a árvore estava doente, ameaçava cair ou atrapalhava uma construção qualquer. Como disse Izabel, a árvore estava aparentemente sadia. Não vi no seu tronco guilhotinado marca de cupins nem de outra praga qualquer. Sou leiga no assunto, mas de tanto observar os toquinhos pelas ruas, dá prá perceber quando eles estão com o interior danificado.

A última vítima do arboricídio ficava bem pertinho da passarela de asfalto do cooper dos frequentadores e de um banquinho de cimento. Infelizmente, essa é a realidade do Recife. Enquanto em outras cidades o protocolo é grande para que sejam realizadas podas radicais e erradicações,  o que ocorre aqui é a festa da matança. Por onde a gente anda, se depara com um “cadáver”. E o que é pior, de morte provocada. O vereador Jayme Asfora (PMDB) chegou a apresentar um projeto na Câmara Municipal impondo limites à ação da motosserra. Mas está encalhado nas burocracia do Palácio José Mariano.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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