Escola pública representada no Peru

Sinceramente, fico muito feliz com a meninada acontecendo. Aqui no #OxeRecife não falta espaço para conquistas de alunos, principalmente da rede pública de ensino, onde a gente sabe que as coisas não são tão fáceis quanto nas escolas caras e particulares. Na terça-feira, mostramos aqui jovens de colégios municipais que estão exibindo trabalhos em Assunção e em São Paulo. Pois agora tem outra turma na cidade de Trujillo, no Peru, participando da 12Muestra Científica Latinoamericana (MCL). São estudantes de duas escolas públicas: da Escola Municipal Karla Patrícia (Boa Viagem) e da Escola Municipal Luiz Vaz de Camões (no Ipsep). Os trabalhos que apresentam foram inspirados em situações corriqueiras dos alunos, como as dificuldades de comunicação ou aqueles transtornos provocados pelas chuvas.

Maria Eduarda Silva Barbosa e Paulo Sérgio de Albuquerque Filho, da Camões, viajaram para falar sobre a criação de um aplicativo (Flood), que alerta para as áreas de alagamento , fato bem comum no Recife, onde qualquer chuvinha deixa a cidade intransitável.  O  aplicativo pode reduzir perdas materiais de famílias residentes em áreas inundáveis. Quanto aos alunos Éber Andrade Camargo e João Francisco Mendes da Silva (da Karla Patrícia) fizeram um trabalho lindo. Eles sentiam muito desconforto diante da dificuldade de comunicação de uma colega surda. Aí, junto com os professores, desenvolveram o projeto Libras para incluir.

Os alunos da Escola Municipal Karla Patrícia, da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), ficaram incomodados com o isolamento de uma colega surda que não interagia com ninguém na sala de aula. A partir daí, os estudantes engajaram os professores e desenvolveram o projeto Libras para incluir. Muito bacana. Como repórter, já vi muitos alunos que não ouvem em dificuldade em sala de aula, por falta de tradutor de libras. Essa situação, pasmem, é muito mais comum do que se imagina.

“Os alunos pensaram em um projeto para criar momentos onde a comunidade escolar entre em contato com a linguagem de Libras, fazendo uma reflexão sobre a necessidade de vivenciá-la em outros lugares públicos, estimulando um ambiente favorável à inclusão e reduzindo as barreiras de comunicação entre a estudante surda e os colegas de turma”, afirmou Bruno Oliveira, gestor da Unidade de Jovens e Adultos. Os estudantes do EJA realizaram um relato sobre o que é surdez, a história dos surdos e alguns marcos legais das pessoas com deficiência auditiva. O projeto teve encontros semanais com aproximadamente 20 minutos de duração e estimulou que a comunidade escolar fosse multiplicadora no estudo de Libras junto dos familiares.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife  
Foto: Divulgação / Secretaria de Educação do Recife

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