Parem de derrubar árvores (191)

Sempre acontece. É só mudar os roteiros habituais da minha caminhada matinal, para me defrontar com mais uma cena do arboricídio que assola as ruas do Recife. Na manhã de hoje decidi caminhar pelas ruas do centro comercial de Casa Amarela, Alto Santa Isabel, Vasco da Gama, Sítio Grande, bairros que ficam na Zona Norte do Recife. E aí, passando na Rua do Largo de Casa Amarela, me defrontei com mais outra dolorosa imagem de árvore degolada. Meu Deus…

Este tronco fica na calçada do Cemitério de Casa Amarela. Pela cor do corte, não deve ser recente. E se a árvore já não tem mesmo chance de vida depois da guilhotina, seu caule já devia ter sido erradicado e substituído por uma muda que, quando crescida, desempenharia o mesmo papel da árvore que se foi. Como se não bastasse a aridez do local – asfalto, construções, barracas, calçadas desprovidas de verde – o Recife ainda se dá ao luxo de ficar sem reposição do pouco verde que tinha. Realmente… Aqui não tem queimada como na Amazônia mas, infelizmente, a ação da motosserra insana aparece todos os dias. Desse jeito, o Recife vira uma selva de concreto pior do que já é.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife 

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