Uana Mahin: “Sou preta, negra e fera”

Cantora e compositora desde os 17 anos, Uana Mahin iniciou sua carreira musical com o grupo Sagaranna, onde foi cantora, percussionista e compositora de algumas músicas que integram o disco Véu do dia, o primeiro e único do grupo, que fez várias apresentações no estado e até turnê pela Europa no fim de 2013. Também cantou com outros artistas ou grupos – como o Afoxé Oyá Tokolê Owó – e a partir de 2016 iniciou o trabalho solo, buscando inspiração no universo dos orixás, mas também com referências em ritmos que vão do jazz à salsa, passando por vários elementos da música afro-brasileira. Mahin tem força, fibra e voz. E acaba de gravar seu primeiro disco: Pantera.

Para quem quer conhecer melhor a artista, o CD já está disponível nas plataformas digitais. No trabalho, a cantora pernambucana retrata muito de sua história e experiência enquanto mulher negra. Entre as letras autorais, Uana traz temas como espiritualidade feminina e negra, união e irmandade entre mulheres, solidão da mulher e ainda faz uma grande homenagem ás orixás mulheres: Oyá, Oxum, Iemanjá e Obá. As músicas trazem ritmos bastante marcantes como Afrobeat, Reggae, ritmos do candomblé, sempre combinados a elementos da música contemporânea. O disco conta com oito faixas, sendo sete de composição da artista, além de uma releitura de um cântico das religiões de matriz africana.

O disco “Pantera” foi gravado, mixado e masterizado no Fábrica Estúdios, em Recife, com uma equipe de músicos composta por nomes consagrados no estado, a exemplo de Deco Trombone, Rubem França, Júnior do Jarro, Rafael Almeida e com participações como Isaar e Maria Helena Sampaio (Afoxé Oyá Tokolê Owô). O trabalho contou com incentivo da Secretaria De Cultura de Pernambuco, por meio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura-PE). A versão digital do disco está sendo distribuída pela Tratore e está disponível nas plataformas: Spotify, Deezer, Apple Music, Tidal, YouTube Music e Napster.

Veja o vídeo oficial da cantora pernambucana:

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação

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