“Marcha Fúnebre” de Osman Lins tem hoje exibição no Arquivo Público

O Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano faz, nessa quinta (11/7), a segunda edição do Projeto Cinema no Arquivo, com a exibição de Marcha Fúnebre, cujo roteiro é de autoria do escritor pernambucano Osman Lins (1924- 1978) que teria completado 95 anos no último dia 5 de julho. O filme será exibido às 19h, com apresentação do Diretor do Arquivo, Evaldo Costa. O Arquivo fica na Rua do Imperador, 371, Bairro de Santo Antônio.

Em seguida, o debate será conduzido por Adriano Portela, especialista na obra de Osman Lins, pai da titular do #OxeRecife . Adriano, é bom que se diga, é o responsável pela última montagem da peça Lisbela e o Prisioneiro, escrita por Osman. Ele a encenou em 2018, através de sua ong Cobogó das Artes. Osman escreveu Marcha Fúnebre na década de 1970, quando o texto foi utilizado pela Tv Globo para a série Casos Especiais, em 1977. Além de Marcha Fúnebre, a emissora exibiu, também, Quem era Shirley Temple e a Ilha do Espaço, com a assinatura do mesmo autor. Marcha Fúnebre foi estrelado por Tereza Rachel e Diogo Vilela, com direção de Sérgio Brito.

E relata a história de uma célebre atriz que, almejando a imortalidade, pede ao filho que lhe construa um túmulo à altura de sua fama. Mas o pedido vem quando ela já se encontra em fase final da carreira, entrando em decadência. O problema é que o jazigo glorioso não poderá ser concretizado por falta de vagas nos cemitérios de São Paulo, onde se desenrola a história. Curioso, também, é o especial a Ilha do Espaço, que se passa no Recife. Mais precisamente no Edifício Capibaribe, quando os moradores do prédio ou morrem ou desaparecem, em um mistério que prende a atenção do leitor até o final quando, enfim, descobre-se a artimanha que fora criada e com que objetivo para fazer sumir as pessoas do edifício, onde ficara apenas um morador persistente.

Mas o texto mais conhecido de Osman Lins na área do áudio visual foi o filme Lisbela e o Prisioneiro, originalmente uma peça de teatro com a qual fora laureado com o Prêmio Saci, na época uma espécie de Oscar do Teatro brasileiro. O filme foi adaptado para o cinema pelo Diretor Guel Arraes e fez o maior sucesso, nas telonas e na telinha. É cada vez maior o número de pessoas que se dedicam a estudar a obra de Osman Lins. Em 2018, especialistas brasileiros e estrangeiros se reuniram no Recife para discutir o escritor, no I Retábulo Cultural Osman Lins (foto). Entre outros livros, Osman Lins publicou: O Visitante; Os Gestos; O Fiel e a Pedra;  Marinheiro de Primeira Viagem; Nove, Novena; Avalovara; A Rainha dos Cárceres da Grécia. Também escreveu ensaios, como Problemas Inculturais Brasileiros;Um  Mundo Estagnado, Guerra Sem Testemunhas; Evangelho na Taba .

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Foto: Cobogó das Artes

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