Charme: calçada para andar e sentar

Sinceramente, gostei muito dessa solução, nessa calçada da Estrada do Encanamento, no Parnamirim, Zona Norte do Recife. Ela é larga, tem gramado,  árvore para dar sombra  para quem quer descansar, jogar conversa fora ou mesmo namorar já que, de quebra,  tem esses esses banquinhos perto do meio fio.

Sem falar que o piso é totalmente regular, plano, sem as depressões tão comuns nos passeios públicos do Recife, onde é grande o número de acidentes devido a buracos tanto nas calçadas quanto no asfalto. Eu que o diga, pois costumo fazer todas as minhas obrigações cotidianas, andando (padaria, farmácia, banco), e já precisei imobilizar o pé duas vezes em apenas dois anos.

Bem que empreendedores da construção civil e os órgãos públicos poderiam fazer calçadas acolhedoras como esta.

Observei que mesmo com a intervenção, dá tranquilamente para um cadeirante transitar entre o gramado e o muro. Consultei alguns especialistas, por não saber se a iniciativa é adequada ao espaço público.  É, segundo funcionários da Empresa de Urbanização do Recife (Urb). Se é assim, bem que as calçadas que vêm sendo implantadas no Bairro da Boa Vista  poderiam ter esse benefício, já que ficam em localidades de grande movimento, inclusive de público estudantil.

Quanto à do Parnamirim (de um empreendimento da Construtora Haut), o urbanista, arquiteto e um dos articuladores do Observatório do Recife, Francisco Cunha, também aprova a iniciativa.  “A calçada se divide em três partes: a técnica (para comportar árvores, postes, equipamentos, inclusive bancos) e passeio(segundo a ABNT, mínimo de 1,2 m de largura e 2,1m de altura; e  área de aproximação do lote”. Ou seja: “Esta aí está correta”, diz ele.  Então, porque quase ninguém se preocupa em fazer calçadas charmosinhas e acolhedoras como esta das fotos?

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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