Parem de derrubar árvores (181). Lembram dessa? Já era…

Caso realmente a Maratona Verde tenha conseguido atingir o objetivo de plantar 10.000 mudas de árvores nativas no Recife, temos mais é que parabenizar a iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife. Espero que as plantinhas sobrevivam, cresçam e se transformem em belas árvores, que nos ajudem a sombrear as ruas e calçadas do Recife, regulando a temperatura da cidade.  Agora… A situação do arboricídio, infelizmente, ainda incomoda.

No dia 7 de maio, em que  a Maratona Verde foi anunciada aqui no #OxeRecife, publiquei uma fotografia de um tronco guilhotinado que achei na Avenida Mário Melo, em Santo Amaro.  Na matéria (http://oxerecife.com.br/2019/05/07/vem-ai-a-maratona-verde-com-10-000-mudas-para-o-recife-do-arboricidio/ ) a tronco degolado aparece com galhos, folhas renascendo, dando a animadora impressão de que a árvore iria sobreviver. E estava tão verde e bonito que nem o coloquei no inventário da campanha Parem de derrubar árvores.  Isso porque não dava a árvore como perdida, e apostava no seu renascimento. Afinal, a cor da esperança é verde.  Mas, infelizmente, vejam como ela está, um mês depois: à beira da morte.

O antes vicejante tronco – parecia que ia renascer – está agora sem folhas, sem chance de vida. Então, ele vai passar a ser incluído no rol das árvores erradicadas da cidade Parem de derrubar árvores (181). Porque, pelo que se observa, não lhe resta mais chance, já que todas as folhas parecem ter sido arrancadas. Ou, o que mais estranho, teriam morrido de inanição, o que não parece ser o caso, olhando-se como elas se desenvolvendo.

No domingo, ao voltar do Palácio do Campo das Princesas, onde assisti mais uma edição do Projeto Música no Palácio, me defrontei com a cena triste, ao passar na Mário Melo. Folhagem que é bom, nada. E o tronco permanece lá, sem que tenha sido removido nem colocado uma outra árvore em seu lugar.  De onde é que tenha sido erradicada, a árvore precisa de reposição. Porque, claro, a compensação tem que ser feita. E quanto mais próximo for o local da árvore substituta, melhor para a comunidade, segundo dizem especialistas. Ou seja, se foi erradicada uma árvore no bairro da Macaxeira (na Zona Norte), a comunidade não tem benefício imediato de uma outra que tenha sido colocada como recompensa no terminal da praia de Boa Viagem (Zona Sul), por exemplo.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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