Mata Atlântica ganha viveiro para produção anual de 100.000 mudas

Uma notícia boa.  No último final de semana, em trilha com o Grupo MeninXs na Rua, me deparei com essa obra da foto, no interior do Parque Estadual de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife. E ela consiste em uma boa notícia: é um viveiro-escola em implantação, com capacidade para abrigar até 100 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica. Ele será inaugurado no próximo dia 7 de junho, dentro das comemorações da Semana Estadual do Meio Ambiente.

E aí vem outra coisa interessante. A instalação do Viveiro –Escola da APA  Aldeia-Beberibe resulta de compensação ambiental do empreendimento LT 500 kV Garanhuns – Pau Ferro. E por que isso é interessante? Porque durante um bom tempo, a legislação sobre tal mecanismo era letra morta aqui em Pernambuco. Agora, é cada vez mais comum a utilização de dinheiro proveniente de compensação ambiental. Ainda bem! Tudo pela natureza! Na obra, também foram utilizados recursos de conversão de multas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente para a aquisição de alguns materiais e equipamentos adicionais, no que diz respeito ao Programa RestaurAção APA  Aldeia-Beberibe. Como aliás, prevê a lei.

E nesses tempos em que o governo federal parece estar dando às costas à preservação da natureza e desconstruindo todo o arcabouço de defesa do meio ambiente no Brasil, é bom divulgar todas as iniciativas em defesa da vida, sejam elas no âmbito municipal ou estadual.

O viveiro-escola foi idealizado pelo Conselho Gestor da APA, dentro do Projeto de  Formação em Educação Ambiental com foco em Restauração Florestal. O projeto será executado pela Interligação Elétrica Garanhuns e pelo Cepan (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste). O valor do total do projeto é R$ 331 mil 292, dos quais R$ 83 mil são referentes ao viveiro. De acordo com a Cprh, a capacidade do viveiro é para produção de 50 mil mudas por ciclo, “podendo atingir a capacidade máxima de até 100 mil mudas por ano, a depender das espécies a serem produzidas”, segundo Chintia Lima, bióloga, analista em Gestão Ambiental da Cprh. E viva a natureza!

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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