“Candlelight” em clima de protesto

Mobilização mundial em solidariedade às pessoas afetadas pela AIDS e que teve início em 1983 (nas cidades de São Francisco, Los Angeles e Nova York), a Candlelight acontece hoje em Pernambuco. A 14ª Luz de Velas do Recife  é liderada pelo Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) e ocorre em clima de protesto, contra cortes nos benefícios previdenciários de pacientes com o vírus HIV. Por esse motivo, a concentração será realizada em frente à sede do INSS, que fica na Avenida Mário Melo, em Santo Amaro.

O GTP+ é uma ong que presta um grande serviço à população do Recife, atendendo, acolhendo e até prestando assistência psicológica à população em situação de risco de contaminação ou contaminada pelo HIV. Conheço o trabalho da organização e o que observei lá foi muita seriedade e, também, escassez de apoios para a sua manutenção.  Já a vigília acontece em centenas de cidades em todo mundo, para sensibilizar e mobilizar a sociedade para pressionar os governos a ampliarem pesquisas e acesso à assistência integral para pessoas que possuem o HIV. Também exige medidas de prevenção, para que se evite a ampliação da pandemia.

No Recife, a manifestação tem um ingrediente a mais. É que o tema de 2019 é Intensificando a luta pela saúde e pelos direitos.  A concentração, por esse motivo, será em frente da sede da Previdência Social (INSS), no Recife, na Avenida Mario Melo.  Os manifestantes vão protestar contra a desposentação de pessoas que vivem com HIV e Aids, e que vêm sendo prejudicadas desde 2016. De acordo com o GTP+, com base em informações do Ministério da Cidadania, mais de 1, 180 milhão de perícias já foram realizadas, resultando em 578, 5 mil cortes de benefício. A ong diz que, entre estas pessoas que deveriam receber o benefício, há muitas com Aids. Por esse motivo, será distribuída carta à população, explicando os motivos da manifestação.

”O governo federal declarou, em janeiro de 2019, que vai fazer uma nova auditoria em 2 milhões de benefícios. Além disso, o atual presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente, em abril deste ano, o projeto de lei que dispensava a reavaliação pericial a pessoa com HIV e Aids, aposentada por invalidez”, reclama Wladmir Reis, Coordenador geral do GTP+. Lembra que “muitos soropositivos estão fora do mercado de trabalho, há mais de 20 anos, e sofreram com os efeitos colaterais em decorrência do tratamento para o vírus, o que as impediu de trabalhar”.  E acrescenta: “Outros viveram por vários anos sem tratamento e enfrentam impedimentos socioeconômicos na sociedade”, explica.

Leia também: 
Amor, música, casório e LGBT
Transcidadania discutida em festival
Livro revela ousadia do Vivencial
O Recife ficou fora dessa 
Cesta de música: MPB, black, LGBTQI

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: GTP+/ Divulgação

Compartilhe

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.