Fotógrafos documentam mamulengos

Alexandre Albuquerque e Hans Von Manteuffel  – dois bambambãs da fotografia – tomaram uma iniciativa mais que necessária. Eles se juntaram a Fábio Caio (ator, bonequeiro, arte-educador e fundador do Mão Molenga Teatro de Bonecos) e a Romildo Moreira (autor, ator, pesquisador da cultural popular), para uma empreitada bacana: produzir o Catálogo  do Mamulengo Pernambucano, que será lançado no  próximo dia 19 de maio, no Museu do Homem do Nordeste, em festa que ocorrerá entre 9h e 12.

O Catálogo tem o mérito não só de fazer o registro de homens e mulheres que vivem dessa arte, como também de ofertar contatos (telefones), o que facilita o acesso de produtores de eventos aos mamulengueiros, cada dia mais raros em Pernambuco, onde antes eram abundantes e apareciam com frequência em festas populares, fossem na Capital ou no interior. “Fizemos uma lista de municípios a serem visitados, com os nomes dos grupos de teatros de bonecos indicados por especialistas, mas alguns já haviam desaparecido”, lamenta Alexandre, com quem estive nesta semana, para ver a publicação, em primeira mão.

O Catálogo traz o registro fotográfico de 17 artistas, que atuam na Capital, na Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste de Pernambuco, com apresentação de Fernando Augusto (A Nação Mulungu), outro mestre no assunto. Fundador do Mamulengo Sorriso (Olinda), pesquisador, colecionador e uma dos maiores especialistas, quando o tema é teatro de bonecos. “O mamulengo tem, realmente, um extraordinário poder de sintetização e revelação estética dos mais ardentes anseios do povo nordestino”, conta.

Até o dia 19, o #OxeRecife volta ao Catálogo com mais detalhes, e galeria de fotos sobre o belíssimo trabalho. Até porque a titular do Blog adooooooooooooooooora a cultura popular. E guarda mais é elogios, para a iniciativa de Alexandre e Hans. Alexandre inclusive já teve teatro de bonecos, junto com a mulher, a educadora Ivana Cavalcanti. Eles não só animavam festas de aniversário como faziam trabalho social: levavam o teatro a populações carentes do Recife, para apresentações gratuita. Sempre com textos educativos. Nascido na Alemanha – “alemão pernambucano” – Hans é apaixonado pela cultural popular do Nordeste. “Minha esperança é que o catálogo ajude a divulgar esta arte e os espetáculos de cada um, e que contribua para que essa tradição cultural jamais morra aqui em Pernambuco”, afirma Hans.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação

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