“Caminhadas culturais” pelo Capibaribe

Ainda com o pé avariado por conta da deplorável situação de nossas vias públicas, não participei, hoje, do programa realizado pelo Grupo Caminhadas Culturais, que trocou as andanças no asfalto por um passeio pelo Rio Capibaribe. Poluição e mau cheiro à parte, as cem pessoas que lotaram o barco se mostraram extasiadas com o roteiro entre o centro (Cais das Cinco Pontas) e o Poço da Panela (Zona Norte do Recife).

Foram duas horas e quinze minutos de puro deleite, apesar da triste situação do nosso lindo e agonizante rio.  Os participantes do passeio tiveram oportunidade de contemplar o casario e prédios históricos da Rua da Aurora, os flamboyants da Rua do Sol,  os manguezais ao lado do Palácio do Campo das Princesas, agora transformados em ninhais de garças. Também passaram sob as pontes – os mais jovens não sabem que o Recife tinha uma ponte giratória – e conheceram a história desses locais na linha que vai até o bucólico Poço.

Passear pelo Rio Capibaribe permite uma visão da cidade diferente da que os pernambucanos vêm a partir das pontes.

Passeio em rio gratuito (como ocorre no Projeto Olha! Recife) ou pago (quando a iniciativa é particular, como no caso das Caminhadas Culturais) sempre desperta a curiosidade. E a lotação esgota rapidamente. O de hoje, por exemplo, teve lotação esgotada  em menos de quatro horas.  Um aviso aos navegantes: haverá repeteco do passeio de hoje no dia 19 de maio, com o mesmo roteiro.s antigos. Acreditem, já lotou também. Como o grupo é grande e completo, o preço sai um pouco menor do que o usual.

“Foi uma manhã ensolarada, muito feliz”, afirma Stenberg Lima, coordenador do Grupo Caminhadas Culturais, e guia do passeio. “Vimos o Recife por um outro olhar, pela “grande avenida” dos séculos 16  ao 18, belas pontes (até em bom estado de conservação”, diz ele. Mas apesar do lado bom, das belezas da nossa arquitetura e da natureza, completa: “O nosso Rio Capibaribe, rio que foi das capivaras, está merecendo socorro. O Rio Capibaribe é o Recife, precisamos salvá-lo”.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Stenberg Lima/ Caminhadas Culturais/ Cortesia

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