Pássaro na gaiola rende multa

Todos os dias, quando caminho, vejo um montão de gente – a pé ou de bike –  transportando gaiola com seus prisioneiros passarinhos. São pessoas que levam as aves “de estimação” para tomar sol. Talvez elas não saibam que manter animais silvestres em cativeiro seja crime. Incluindo os pássaros.  Nesta semana, por exemplo, “criadores” desses animais levaram multas que, juntas, somam R$ 13.500, por prática de crime ambiental.

É que equipes da Agência Estadual de Meio Ambiente (Cprh) e da Delegacia do Meio Ambiente (Depoma – Polícia Civil) apreenderam, 42 aves silvestres, de diversas espécies, que eram criadas irregularmente em bairros de Paulista e Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Todos os pássaros foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), onde serão reabilitados e preparados para retornar à natureza. Foram emitidos sete autos de infração, pela Agência, totalizando multas de R$ 13.500,00 por crime ambiental.

As apreensões ocorreram, inicialmente, em uma fiscalização motivada por denúncia anônima à Depoma, tendo como alvo residências do bairro de Aurora, em Paulista. Em seis casas de uma mesma rua  (Vista Alegre) foram apreendidos 25 pássaros, entre eles papa-capins, trinca-ferros, caboclinhos, concrizes e galos de campina. Uma das casas, com onze pássaros, era de um criador amador, com cadastro no Sispass (Sistema Ibama).

As aves, no entanto, não tinham anilhas, indicando irregularidade do tal criador “amador”. Ou seja, cadastro não indica que o criador tem consciência ambiental. Pelo contrário, pode até acobertar o tráfico de animais.  Ao retornar da ação, os agentes terminaram identificando outras criações ilegais na Rua São Sebastião, em Ouro Preto, Olinda, onde foram aprendidos 17 pássaros – garibaldis, galos de campina, canários da terra, patativas e sibitos. Também estiveram em uma residência da Avenida Senador Nilo Coelho, Perimetral, onde foi identificado outro criador amador, em exercício da atividade em desacordo com a licença Sispass (pássaro sem anilha). Durante a fiscalização, alguns moradores também fizeram entrega voluntária de alguns pássaros à Cprh

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Cprh/ Divulgação

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