Parem de derrubar árvores (171)

O corte é tão recente, que o cheiro do pó de serra fresco misturado com areia molhada ainda está no ar. Mas cumpre ao #OxeRecife, em sua campanha #ParemDeDerrubarÁrvores, fazer  registro de toda degola que ocorre no Recife. E esta fica na Estrada do Arraial (foto acima), na calçada do Edifício Inocêncio Rodrigues, no número 2885, daquela movimentada via. O tronco decepado fica bem em frente de outra vítima do arboricídio, já registrada aqui.

A outra árvore (foto ao lado) ficava na esquina da Arraial com a Rodrigues Sete. Acabaram com ela, e não foi plantado nada em seu lugar. O tronco já foi retirado, mas o alegrete (canteiro) está vazio até hoje, segundo observei ontem, durante minha caminhada.  Ou seja, só ali, naquele pedacinho do bairro de Casa Amarela, há duas plantas frondosas eliminadas. Ambas sem reposição.

No último Seminário de Arborização Urbana para a Agenda Climática, a Emlurb (responsável pela erradicação e também por parte do plantio) assegurou que o tempo entre a destoca (retirada do tronco degolado) e a reposição é bem menor do que o anteriormente praticado. Mas aqui ao #OxeRecife chegam sempre reclamações de leitores, sobre a demora por uma nova árvore. “Há seis anos pedi para plantar duas árvores em frente ao meu prédio. Estou esperando até hoje”, reclama Pierson Barreto, que reside na Praça Professor Barreto Campelo, na Torre. “Tentei várias vezes. No primeiro ano… no segundo, desisti. Me dizem que não havia feito o pedido, que já estava registrado, que teria que  esperar”, reclama. “Seis anos se passaram”.

Outra pessoa que reclama da demora na reposição é  Luiz Filipe Abreu, gestor ambiental e corretor de imóveis. “Na Rua Ibiapaba, há três tocos que nunca foram removidos nem houve reposição das árvores erradicadas”, diz. “A espera já vai para sete ou oito anos”, reclama. O prédio onde ele reside fica naquela via, em esquina com a Arraial. Agora, ele tem outro problema: duas árvores – dois sombreiros e uma acácia – ficam no jardim do prédio, mas os galhos chegam à rua. Como tem fiação elétrica envolvida, os moradores temem fazer poda. “Já pedimos presença da Emlurb e da Celpe, mas não aparece ninguém”, reclama o corretor. Um pequeno aviso: não é proibido plantar árvores nas calçadas. Mas como a área é pública, o morador tem que solicitar orientação à Sesma, para evitar o que aconteceu como aquela da Estrada do Arraial, cujas raízes ocuparam o espaço do passeio público e a pobre terminou sendo trucidada pela motosserra insana.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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