Falta respeito ao pedestre mais sobra arte de grafiteiros, nesse gelo baiano no Benfica

Calçada: gelo baiano ou pedestre?

Sinceramente… Será que uma cidade como o Recife, que prioriza a proteção dos postes é boa para se viver? Como fica o pedestre em calçadas tomadas por gelos baianos que impedem o livre direito de ir e vir do cidadão? Tenho visto esses famigerados blocos de cimento em muitas e importantes vias do Recife, protegendo… os postes. Sempre achei que eles embrutecem a paisagem, quando estão no asfalto. Agora, que  invadem até as calçadas, minha ojeriza contra esses monstros cresce mais ainda. E nós, pedestres, como ficamos?

Responda rápido: dá para andar nessa calçada, na Rua Nova?

Vamos tomar o exemplo da Avenida Norte, que tem um trecho com um canteiro central arborizado e outro dividido pelos gelos baianos. Qual o mais bonito, humanizado e refrescante? Naquela via também há calçadas que obrigam o pedestre a disputar espaço com os automóveis, porque elas estão tomadas por gelos baianos. Ou seja, um horror. Essa prática pode ser vista em muitas vias do Recife.

E tomam o lugar do pedestre, também, vias importantes, como as avenidas Recife, Maurício de Nassau, na Estrada do Encanamento, na Av Dezessete de Agosto. Até na Rua Nova, no Bairro de Santo Antônio, no Centro, os famigerados blocos amarelos estão lá. E também em frente ao tradicional Clube Internacional, na Rua do Benfica, onde me defrontei com a mesma excrescência em cima da calçada, o que impede – por exemplo – a passagem de um cadeirante. E aí, pergunto de novo? Quem deve ter prioridade? O cadeirante ou o bloco de cimento?

Já estava de olho nesse problema, mas vi que é bem mais grave do que pensava,  durante a última edição das chamadas Caminhadas Domingueiras, comandadas por Francisco Cunha, quando fizemos a pé um roteiro que foi da Praça do Arsenal ao bairro da Madalena, no último dia 10 de março. E haja gelo baiano… Na Rua Nova, os mesmos gelos baianos que vi  no ano passado, durante a caminhada comemorativa do aniversário do Recife estavam lá no início desse mês. Com uma pequena diferença: dois a menos em relação a 2018. Ou seja, permanecem no local indevido, há exatamente um ano. O que gosto, no entanto, é que o recifense perde a calçada, mas não o humor, como mostra a foto do gelo baiano pintado com um cachorrinho.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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