Parem de derrubar árvores (168)

O muro é até bonito. Tem hera em um pedaço e jasmim em toda a sua extensão  interna, deixando o ar agradavelmente perfumado.  Mas na calçada do imóvel número 735, na Avenida Dezessete de Agosto, havia três árvores, que ajudavam a ficar mais aprazível o espaço em frente à Pousada Casa Forte, naquela via. Guilhotinaram duas, hoje reduzidas a dois toquinhos.

Foi o que observei ao passar no local, em minha caminhada, nesta semana. Pelo menos, a terceira ainda está de pé. Fiquem de olho nela, senão vai sumir também.  Das duas outras, o que sobrou foi uma dupla de tocos, cortados quase à altura do  chão. Mal se percebe que ali há duas vítimas de arboricídio, porque as marcas da motosserra insana encontram-se já encobertas por capim. Como sempre passo no local, deu para perceber rapidamente os cortes.

Até o momento, nenhuma outra planta foi colocada para fazer a reposição. Estas duas vítimas ficam bem perto do outro “tamborete”, que mostrei aqui na última terça-feira, na Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, entre Parnamirim e Casa Forte. Mesmo sem o impacto dos troncos degolados que ficam maiores, o #OxeRecife, como é habitual, faz questão de fazer o registro fotográfico das duas vítimas de arboricídio.  São cenas parecidas, mas a árvore guilhotinada não é a mesma.

Olhem as duas provas do arboricídio:

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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