O calvário e o resgate dos timbus

Tem gente que sabe que eles não são gabirus nem ratazanas, mas sim marsupiais e, portanto, primos dos cangurus. Quem pensa que timbu e gabiru é a mesma coisa, termina maltratando o bichinho. Nessa terça, Jorge Francisco de Lima – proprietário de uma oficina na Zona Oeste – encontrou dois filhotes de timbu, quando ia para o trabalho. Ambos, coitados, estavam agarrados ao corpo da mãe. A fêmea, morta, tinha ferimento na cabeça, provavelmente provocado por alguma alma sebosa.

Do outro lado da cidade, outro timbu. Ao chegar na Arquidiocese de Olinda e Recife, onde trabalha, a jornalista Luciana Falcão deparou-se com uma cena grotesca: um timbu, acuado no portão de ferro da instituição, no bairro das Graças. Ele fugia de ataque de cães bravos, que fazem a vigilância do prédio. Acredita-se que o animal passou quatro horas  esperando socorro. (No Palácio dos Manguinhos, sede da Arquidiocese,  há cães bravios, que até já morderam a mão de uma pedestre que passava na calçada, em 2017, fato relatado aqui no #OxeRecife).

Jorge e Luciana fizeram a coisa certa. Resgataram os timbus, tanto o adulto (nas Graças) quanto os filhotinhos (na Zona Oeste). Ambos estão no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da Agência Estadual de Meio Ambiente (Cprh). Os animais foram inicialmente encaminhados para a sede da Cprh, em Casa Forte, e depois para o Cetas (em Aldeia). Posteriormente, alimentos, crescidos e felizes, serão reintroduzidos à natureza. Se vir um timbu, não o mate, pois o animal tem grande papel na natureza, atuando inclusive como semeador.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Arquidiocese/ Divulgação

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