Parem de derrubar árvores (158)

No último sábado, sacrifiquei a praia – o dia estava meio nublado – para botar umas pendências em dia. Depois, saí com meu amigo Fernando Batista, que está de mudança para a Bahia. A gente deu um passeio por áreas pouco habituais dos roteiros percorridos por turistas.

E ele pretendia, inclusive, visitar o Cemitério de Santo Amaro. Isso depois que, em nossa última visita a Salvador, fomos ao Cemitério dos Ingleses que, com sua história e seu  gramado, é uma das atrações turísticas da cidade. E, como fica no alto, nos dá a chance de curtir uma bela paisagem.

Não estava a fim de ir a cemitério nenhum aqui no Recife. Mas fizemos um roteiro que incluiu várias ruas dos bairros da Boa Vista, Santo Antônio, Casa Amarela (com Sítio Trindade), Casa Forte, Poço da Panela e Santo Amaro. Quando chegamos na Rua Frei Cassimiro, em Santo Amaro, alguns bancos de feira estavam sendo desmontados no canteiro central daquela via, uma das principais daquele bairro.

Comentamos como a larga rua seria agradável, se o canteiro central fosse arborizado e florido, com banquinhos de praça para os moradores.  Mas o que achamos foi mais uma vítima de arboricídio, em uma calçada daquela rua. Na verdade, na calçada do imóvel número 308. Pela cor do tronco decepado, a degola é recente. Sinceramente, não sei onde como dimensionar o total de árvores eliminadas da paisagem do Recife, porque todos os dias há uma novidade.

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Texto e Foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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